sábado, junho 9

Retratos

AMOR À VIDA


CHICOLÉ de Floriano ( grande craque e piolho de bola ) era quem dizia prá gente - “Vocês sabem muito bem como fui criado, o meu pai foi muito rígido na criação dos filhos; lá em casa, tinha dia, que quando ele estava zangado, o único amigo que entrava lá e conseguia sair comigo pra jogar era Nego Chico Kangury ( foto ).

Mamãe gostava muito dele e o seu pai, seu Vicente Kangury era um dos amigos confidencial do meu pai, e o outro era o senhor Antonio Segundo, grande enfermeiro, que ajudava até a operar gente no Hospital. Pois bem, aconteceu de ter um jogo importante em Jerumenha.O papai em casa estava zangado, eu teria que ir escondido e voltar no mesmo dia. O Deoclecinho possuía uma caminhoneta e sempre era o encarregado de ir buscar-me e deixar em Floriano, quando acontecia este impedimento.

Distancia de Jerumenha para Floriano, 10 léguas e meia ( 67 km ). O Jogo naquela época começava às três e meia da tarde, porque era para terminar ainda com a claridade do dia.

A estrada era piçarrada e Deoclecinho gostava de pisar no acelerador, que se a gente olhasse pro lado via as arvores curvadas. Saímos de Floriano depois do almoço, só a mamãe sabia disso. Ao terminar o jogo, o Deoclecinho foi apanhar-me no campo e já chegou com o seu Zé Leonias de carona pra Floriano.

Ao sairmos de Jerumenha, uma senhora grávida, com dores de parto, pediu carona também, mas como a caminhoneta era de cabine simples, educadamente desci e dei o meu lugar para a senhora, mas o seu Zé Leonias disse, com toda a calma do mundo - “não, meu filho, não se preocupe, você está cansado, que eu vou na carroceria, pode deixar”.

Eu ainda ponderei, mas ele não aceitou e subiu na carroceria da caminhoneta. E o nosso amigo Deoclecinho saiu rasgando, só fiz o sinal da cruz e pronto. O que se ouvia era só o gemido da mulher e a preocupação do motorista para que ela não parisse na beira da estrada.

Quando estávamos passando no Papa – Pombo, já próximo de Floriano, o seu Zé Leonias de repente bateu na cabine pedindo parada. O Deoclecinho parou o veículo e perguntou o que foi, ele desceu e, calmamente, disse: "meu filho, o meu chapéu caiu lá atrás e eu vou voltar para procurar, pois é muito familiar, não se preocupe comigo, podem ir embora com a mulher, que chego em Floriano. Ai entramos num acordo, eu ficava com o seu Zé Leonias e Deoclecinho ia levar a mulher no hospital e voltava pra buscar a gente.

Quando ele saiu na camioneta, o seu Leonias disse pra mim: "meu filho, eu tenho amor à minha vida, o chapéu não caiu, não, eu mesmo joguei fora para ele poder parar e eu descer; olhe, meu filho, Deus me livre de andar mais com um homem desses.

Pegamos o chapéu e uma carona em um caminhão e, antes de chegarmos em Floriano, cruzamos com Deoclecinho, que já ia retornando para Jerumenha.


O senhor José Leonias era muito tranqüilo, gente boa, esposo da dona Joana, pai do Tadeu, Neno, Maria José, Budim, Daniel, Mario e muitos outros. Amigo do senhor Vicente Kangury, Antonio Sobrinho, Antonio Segundo, Chico Amorim e do meu pai Lourival Xavier.


Moral da resenha: cheguei em Floriano ainda com o tempo de justificar a demora.

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Fonte: www.florianoemdia.com

sexta-feira, novembro 17

Retratos de Jerumenha




Fala, poeta, pra os teus amores; sem mágoas nem dissabores; que a vida, a felicidade são como as flores!

quinta-feira, fevereiro 23

RETRATOS

Time do Ferroviário Atlético Clube dos anos cinquenta, quando havia uma certa empatia dos dirigentes com o esporte local. Período romântico.

  Nelson Oliveira, o arqueiro do Ferrim à época, comandava a zaga daquele timaço. Epopéia lírica do esporte da Princesa do Sul, que os anos não trazem mais.

No momento, precisamos reverter o quadro negativo que abate o nosso futebol. Os dirigentes precisam unir as forças para revitalisar o nosso esporte.

Talvez uma cooperativa, ou até vontade própria, alguma iniciativa que possam fazer a diferença. O que não se pode mais admitir são os micos que estamos pagando no contexto atual. 

quarta-feira, fevereiro 22

RETRATOS

Vultos jerumenhenses

Por Pedro dos Anjos

Coronel Vicente José da Fonseca


Nasceu em Jerumenha - Piauí no dia 5 de abril de 1855, filho de Anacleto José da Fonseca e de Dona Francelina Carolina da Fonseca, moça do sul do Maranhão. Casado com Dona Estefânia, ,de Medeiros Soares da Fonseca, filha do Capitão Laurindo Soares da Silva, comerciante de Caxias-Maranhão e sua esposa, Dona Ana Joaquina de Medeiros Soares. 


O coronel Vicente Fonseca é descente direto do casal, André Martins Gomes Ferreira(1813) e Cândida Josefina da Fonseca(1819) e Mamede Gomes Ferreira(1814) casado com Clementina Dina da Fonseca(1820) dois irmãos casados com 2(duas) irmãs. 

Foram esses os dois casais que constituíram grande parte das famílias que hoje habitam o Piauí : família Fonseca, Gomes,, Martins Ferreira, Martins Gomes Ferreira, entrelaçando-se com Rocha, Carvalho, Bemvindo, Castro, Rebelo, Moreira, Nogueira, Paranaguá, Sampaio, Alencar, Linhares, Cruz, Batista, Alves, Dourado, Carreiro Varão, Paz, Ferrão, Medeiros, Castelo Branco, Cavalcante, Soares, Rego, Lustosa e muitas outras. 

Sendo que as mulheres, Cândida e Clementina são descendentes diretas de Anna Gil Feliz Alvina e Joaquim José da Fonseca, portugueses do Minho que aportaram em São Luis do Maranhão em 1802. Sendo que Vicente José da Fonseca e irmãos são netos de Mamede e Clementina numa prole de 12 (doze) filhos :Vitalina Carolina da Fonseca c/c Antonio João Gomes Ferreira; Emília Carolina da Fonseca(Didiu, 1866 c/c Jesuino Gomes Ferreira; Maria Carolina da Fonseca(Marica) c/ c Gabriel Martins Gomes Ferreira, pais de Emídio Gabriel Ferreira, grande proprietário de terras no Piauí e Maranhão; Floriana Carolina da Fonseca(1857) c/c João Martins Gomes Ferreira, pais de Manoel Montório Gomes e Álvaro Martins Gomes, grandes industriais do Piauí. Senhorinha Carolina da Fonseca(Dona Senhora)(1870) c/c Antonio Benedito de Carvalho, irmão de Amélia Theófila de Carvalho(solteira) filhos de Benedito Ferreira de Carvalho e Izabel carolina de Carvalho. Pais de Benedito Fonseca de Carvalho, Wortgernes Carvalho da Fonseca, Zenaide Carvalho da Fonseca e Maria Fonseca de carvalho Veloso(Santana), Collect Antonio da Fonseca, farmacetico em Teresina c/c Lavina de Holanda; Abel José da Fonseca c/c Rita Alves da Fonseca, pais de Manoel Alves da Fonseca(Seu Neco) que foi Prefeito de Jerumenha; Guilhermina Carolina da Fonseca(1868) solteira; Deolindo José da Fonseca(1867), solteiro;Joaquina Carolina da Fonseca(1861), solteira; e, Olegário sandes da Fonseca(1854) solteiro.

terça-feira, novembro 22

RETRATOS


ANTONIO JOÃO DE JERUMENHA

sexta-feira, novembro 18

TRAVESSIAS


Gurgueia, rio de águas turvas e fartas; 
de brisa doce; na dança dos ventos de tuas
 matas.

sexta-feira, setembro 23

Gestos de grandeza em prol da Comunidade.

Anos de 1950
Contribuição: 
Pedro dos Anjos

Nos idos de 1968, o então prefeito de Jerumenha, Wilson Sandes da Fonseca, que ainda vive, com os olhos de bom administrador para a época, recebeu por doação um terreno localizado de propriedade do Sr. Manoel Alves da Fonseca(Neco Fonseca) um terreno situado na antiga Praça do Mercado - atualmente Praça Arthur Passos, sendo erigido o Posto de Saúde, em convênio com o governo do Estado, cuja denominação era Centro de Saúde "Dom Avelar Brandão Vilela", então arcebispo metropolitano de Teresina; mais tarde, numa justa homenagem ao ex-administrador, Manoel Alves da Fonseca, que ao sair da prefeitura nos anos 30, época dinheiro era muito difícil, Seu Neco como era chamado, deixou dinheiro no cofre da Prefeitura ! Coisa rara, não ? Nos anos 80, já quando era administrador, o saudoso médico Dr. Leônidas Mouzinho, recebeu terrenos para construção da rodoviária, mercado e local para feira, os terrenos do Sr. Feliciano Carreiro Varão, Deolindo Francisco dos Anjos (Deó) meu saudoso pai, além dos familiares do Sr. Benedito Fonseca de Carvalho, na época, já falecido, sem briga, sem confusão, sem que o poder público municipal indenizasse o desapropriasse.