domingo, março 24

DISPERSÃO POETICA


Essas tuas matas, poeta, são buscas; mesmo que caudalosamente turvas; são teu alimento diário de tuas margaridas; de sonhos, angústias e sofrimentos.

sexta-feira, março 22

Neste sábado, Projeto Fim de Tarde apresenta cover de Marília Mendonça

A Prefeitura de Floriano, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econônico, realizará neste sábado (22) mais uma edição do projeto Fim de Tarde, no Cais da Beira-Rio. 

O evento que está em sua sétima edição, terá início às 18:00h. A apresentação da noite ficará por conta de Maria Laura, cover da artista nacional, Marília Mendonça.

O projeto, que segue como uma proposta de revitalização do Cais, além de valorizar os artistas locais, já oportunizou diversos cantores e estilos musicais distintos, desde o rock, sertanejo, forró e pagodo, e tem se tornado uma opção de lazer para o florianense, que continuará ocorrendo em frente ao Espaço Cultural Maria Bonita. "Participe, leve a família, convide os amigos e curta música de qualidade, valorizando os nossos talentos", disse Jaqueline Monteiro, secretária de Turismo.

sábado, março 16

Sentado à beira do Gurguéia

RETRATOS


Aquelas manhãs nasciam convidativas, ali, pelos arredores do riacho do Urubu, mas antes havia o passeio pelo Barro Alto ( foto ), passando pelo Poço Frio. Os arvoredos e o canto do passaredo nos envolvia riachos abaixo.

À beira do Gurguéia, ensaiávamos umas taínhas em suas águas turvas, vendos os tiús caindo da velha faveira da beirinha. O tempo ia passando, o riacho cheio, escondendo os escorrega bundas.

De repente, escutamos os borás do Moreira nos procurando, nos chamando para o almoço por ordem de nossa querida Margarida. A fome era tamanha, mas ainda atacávamos os pés de muta, Maria preta e os ingás, para amenizar o bucho.

O tempo passou, mas são pequenas recordações que nos fazem transportar ao mundo da inocência, onde a criançada se divertia sem medo na trajetória de nossos sertões queridos da velha Jerumenha.

quinta-feira, março 14

Dispersão Poética


Há um silêncio, poeta, nessa curva temporal; nada é  virtual;  intensamente, ainda há  segredos e sonhos em tempo visceral.

sábado, fevereiro 9

Dispersão Poética


Esses corredores, poeta, ainda te povoa; na brisa doce do tempo; no silêncio soturno de teus incensos; carregados de sonhos e de tormentos.

quinta-feira, fevereiro 7

Dispersão Poética

Riacho do Urubu

Dispersão Poética

Essas tuas águas, poeta, são bentas; pasto sagrado de tuas Margaridas; palco lírico de tua infância querida; que os anos, de sorte, te darão sempre guarida.

Crônicas e Travessias

Cuidado com o João Besta (?)

João Besta
O pequeno carnaubal aflorava naquela tardinha chuvosa na quinta de dona Maria Prisulina. O Pocinho, jorrando sua água cristalina pros meninos tomarem banho depois de uma pelada no campo da Galeria.

As lavadeiras, com seus filhos pequenos, desatavam suas trouxas pra usar o melhor sabão da cidade, o Edubom. Ou era Edular? Era um corre corre de meninos exaltando suas traquinices numa gritadeira que se escutava a quilômetros de distância.

Entre galhos de Marias Mole, adentrávamos, com baladeiras em punho,  nas moitas da quinta próximo à lagoa pra atirar nas rolinhas e lavadeiras que aninhavam-se ali.

Foi quando percebi um João Besta se coçando no galho de uma goiabeira, talvez se preparando pra um novo acasalamento. Apontei a baladeira diretamente no passarinho com a melhor pedra de fogo que eu tinha na capanga. Na medida que aproximava mais o bichinho se aquietava. A cerca de um metro e meio, atirei e o João Besta (?) ali quietinho da silva xavier.

Quando errei o tiro, percebi que tinha sido atrapalhado pelo meu amigo Gungadim, companheiro de caçada, que se exaltou num desespero casual. Adiantou-se e atirou primeiro, espantando o pássaro que fora pousar em outros galhos.

- Porra, tu me atrapalhou!!!