sexta-feira, novembro 17

Retratos de Jerumenha




Fala, poeta, pra os teus amores; sem mágoas nem dissabores; que a vida, a felicidade são como as flores!

quinta-feira, fevereiro 23

RETRATOS

Time do Ferroviário Atlético Clube dos anos cinquenta, quando havia uma certa empatia dos dirigentes com o esporte local. Período romântico.

  Nelson Oliveira, o arqueiro do Ferrim à época, comandava a zaga daquele timaço. Epopéia lírica do esporte da Princesa do Sul, que os anos não trazem mais.

No momento, precisamos reverter o quadro negativo que abate o nosso futebol. Os dirigentes precisam unir as forças para revitalisar o nosso esporte.

Talvez uma cooperativa, ou até vontade própria, alguma iniciativa que possam fazer a diferença. O que não se pode mais admitir são os micos que estamos pagando no contexto atual. 

quarta-feira, fevereiro 22

RETRATOS

Vultos jerumenhenses

Por Pedro dos Anjos

Coronel Vicente José da Fonseca


Nasceu em Jerumenha - Piauí no dia 5 de abril de 1855, filho de Anacleto José da Fonseca e de Dona Francelina Carolina da Fonseca, moça do sul do Maranhão. Casado com Dona Estefânia, ,de Medeiros Soares da Fonseca, filha do Capitão Laurindo Soares da Silva, comerciante de Caxias-Maranhão e sua esposa, Dona Ana Joaquina de Medeiros Soares. 


O coronel Vicente Fonseca é descente direto do casal, André Martins Gomes Ferreira(1813) e Cândida Josefina da Fonseca(1819) e Mamede Gomes Ferreira(1814) casado com Clementina Dina da Fonseca(1820) dois irmãos casados com 2(duas) irmãs. 

Foram esses os dois casais que constituíram grande parte das famílias que hoje habitam o Piauí : família Fonseca, Gomes,, Martins Ferreira, Martins Gomes Ferreira, entrelaçando-se com Rocha, Carvalho, Bemvindo, Castro, Rebelo, Moreira, Nogueira, Paranaguá, Sampaio, Alencar, Linhares, Cruz, Batista, Alves, Dourado, Carreiro Varão, Paz, Ferrão, Medeiros, Castelo Branco, Cavalcante, Soares, Rego, Lustosa e muitas outras. 

Sendo que as mulheres, Cândida e Clementina são descendentes diretas de Anna Gil Feliz Alvina e Joaquim José da Fonseca, portugueses do Minho que aportaram em São Luis do Maranhão em 1802. Sendo que Vicente José da Fonseca e irmãos são netos de Mamede e Clementina numa prole de 12 (doze) filhos :Vitalina Carolina da Fonseca c/c Antonio João Gomes Ferreira; Emília Carolina da Fonseca(Didiu, 1866 c/c Jesuino Gomes Ferreira; Maria Carolina da Fonseca(Marica) c/ c Gabriel Martins Gomes Ferreira, pais de Emídio Gabriel Ferreira, grande proprietário de terras no Piauí e Maranhão; Floriana Carolina da Fonseca(1857) c/c João Martins Gomes Ferreira, pais de Manoel Montório Gomes e Álvaro Martins Gomes, grandes industriais do Piauí. Senhorinha Carolina da Fonseca(Dona Senhora)(1870) c/c Antonio Benedito de Carvalho, irmão de Amélia Theófila de Carvalho(solteira) filhos de Benedito Ferreira de Carvalho e Izabel carolina de Carvalho. Pais de Benedito Fonseca de Carvalho, Wortgernes Carvalho da Fonseca, Zenaide Carvalho da Fonseca e Maria Fonseca de carvalho Veloso(Santana), Collect Antonio da Fonseca, farmacetico em Teresina c/c Lavina de Holanda; Abel José da Fonseca c/c Rita Alves da Fonseca, pais de Manoel Alves da Fonseca(Seu Neco) que foi Prefeito de Jerumenha; Guilhermina Carolina da Fonseca(1868) solteira; Deolindo José da Fonseca(1867), solteiro;Joaquina Carolina da Fonseca(1861), solteira; e, Olegário sandes da Fonseca(1854) solteiro.

terça-feira, novembro 22

RETRATOS


ANTONIO JOÃO DE JERUMENHA

sexta-feira, novembro 18

TRAVESSIAS


Gurgueia, rio de águas turvas e fartas; 
de brisa doce; na dança dos ventos de tuas
 matas.

sexta-feira, setembro 23

Gestos de grandeza em prol da Comunidade.

Anos de 1950
Contribuição: 
Pedro dos Anjos

Nos idos de 1968, o então prefeito de Jerumenha, Wilson Sandes da Fonseca, que ainda vive, com os olhos de bom administrador para a época, recebeu por doação um terreno localizado de propriedade do Sr. Manoel Alves da Fonseca(Neco Fonseca) um terreno situado na antiga Praça do Mercado - atualmente Praça Arthur Passos, sendo erigido o Posto de Saúde, em convênio com o governo do Estado, cuja denominação era Centro de Saúde "Dom Avelar Brandão Vilela", então arcebispo metropolitano de Teresina; mais tarde, numa justa homenagem ao ex-administrador, Manoel Alves da Fonseca, que ao sair da prefeitura nos anos 30, época dinheiro era muito difícil, Seu Neco como era chamado, deixou dinheiro no cofre da Prefeitura ! Coisa rara, não ? Nos anos 80, já quando era administrador, o saudoso médico Dr. Leônidas Mouzinho, recebeu terrenos para construção da rodoviária, mercado e local para feira, os terrenos do Sr. Feliciano Carreiro Varão, Deolindo Francisco dos Anjos (Deó) meu saudoso pai, além dos familiares do Sr. Benedito Fonseca de Carvalho, na época, já falecido, sem briga, sem confusão, sem que o poder público municipal indenizasse o desapropriasse.

segunda-feira, junho 27

Histórias que o povo conta

 

Dácio Borges de Melo

  As Rapa Cuias


Por: 
Dacio Borges de Melo (*)

Quem anunciava a chegada do inverno eram as rapa -cuias. Pequenas pererecas de olhos esbugalhados, ágeis no pular e muito simpáticas. Seu cantar parecia o raspar de uma cuia. Daí o nome. Era uma graça, vê-las pulando de parede a parede. Tinha por elas um enorme carinho. 

Aos primeiros cantos das rapa-cuias, todos diziam: ó, a chuva tá chegando. 

Um dia perguntei pra Mamãe: Como é que ela faz tanta zoada ?

E ela disse: É que elas tão raspando a cuia.

E pra que? - Perguntei, admirado.

É pra guardarem água da chuva.

Eu disse: e é?

É, pra depois, quando a chuva passar, elas ficarem tomando banho de cuia.

E quando a cuia secar? - Perguntei.

Aí ela torna a cantar pra chuva voltar.

Ainda procurei por um tempo, por entre telhas e paredes a cuia das rapa-cuias. Nunca encontrei nenhuma.

Mas o bom mesmo era correr pelas ruas, todo mundo saudando a chuva gostosa que chegava. 

Todos disputando alguns instantes nas biqueiras das casas vizinhas.

Depois saíamos pulando e gritando de rua em rua feito um bando de doidos. 

E a água a escorrer pela rua, corríamos a fazer açudes. O melhor local pra se fazer os mesmos, era no canto da quinta do Pai  Vieira e, mais à frente, diante da casa de seu Benedito, ainda beirando a cerca da quinta.

 Ali cada um confeccionava e botava seus barquinhos de papel e ficava empurrando-os  pra lá e pra cá. Era uma viagem! 

Quando tudo passava, que o sol se abria, passado o frio, íamos aguardar a quebra das barreiras daqueles enormes açudes. 

Só os mais velhos faziam isso. Cada um de olho em seus barquinhos. 

Rompido o açude todos saiam alegres acompanhando a trajetória de seus barcos. 

Aquela enorme enchurrada às vezes ia até a casa de seu João Guerra, às vezes menos, em frente ao curral de seu Benedito. 

Acabada a festa, era esperar outra vez, o cantar da Rapa cuias. 

(*) Dácio Borges de Melo é florianense, filho do saudoso Mestre Walter. Atualmente Dácio mora em São Luís.