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RETRATOS II

Era por volta do ano de 1957, quando um grupo de jovens jerumenhenses e florianenses reuniram-se num passeio matinal para uma sessão fotográfica pelos arredores da cidade. E, dentro desse momento agradável e romântico, o nosso querido irmão Tibério José de Melo, hoje morando na cidade maravilhosa, entrou em cena para retratar essa idéia. O local aí é na beira do velho rio Gurguéia próximo ao riacho do Urubu. Na verdade, foram momentos divertidos e contemplativos, onde tudo era festa. O encontro desses jovens, à época, rendia até casamentos. Mas a diversão falava mais alto. Presença estonteante de Zé Albérico, Toínho, Dorinha, Conceição, Francinete, Alda, Maria de Lourdes, Fernando, Maysa, Gardênia, Doralice, Docarmo e outros. Uma turma boa de encantar-se e para ganhar o dia! Viva a nossa dor na canela!

RETRATOS

Há momentos na vida da gente que precisamos conter a emoção. O tempo passa rápido e, muitas vezes, percebemos que a felicidade existiu entre nós. Vejam que belo momento extraído do período romântico dos anos cinqüenta. Dona Lourdes mostrando-se inquieta mas feliz com os seus dois marmanjos – Tibério e Danúnzio na praça doutor Sebastião Martins em Floriano. Vovó Margarida tinha trabalho dobrado, quando essa gurizada chegava em Jerumenha. Vovô Roberto Corró também tinha que participar. Lembro de quando íamos a São Camilo a cavalo, atravessávamos o velho Gurguéia e seguia em frente com o comando de vovô. Como estarão esses sertões, hoje!

JERUMENHA, TERRA QUERIDA

JERUMENHA, TERRA QUERIDA - SAUDADES ( Na foto ao lado, o nosso amigo Chico Amorim Sobrinho passeando sobre a Ponte do Rio Gurguéia em Jerumenha em fasefinal de construção nos anos sessenta) JERUMENHA, terra onde vivi boa parte da minha infância e da minha adolescência. Hoje, ao ver fotos no portal na internet do teu solo e da tua gente, fizeram com que desse uma pausa em minhas atividades para recordar-te, vejamos: Barro Alto: com bueiro, sem bueiro, com piçarra, com asfalto; Riacho do Urubu, com seus lajedos; Estradinha entre as marias-moles, dos casarões de seu João da Cruz e de seu Roberto Corró; fotos do Janclerques e do Moreira; Igreja de Santo Antonio com seus patamares. Isto tudo me fez viajar ao passado através da mente, buscando e revivendo muitas coisas boas e a saudade apertando, apertando e não a suportei, aqui estou diante do computador para externar aquilo que sinto no momento: “Oh!, Saudades, que aperta o coração da gente; Saudades distante que faz doer o íntimo da gente...

RIACHO DO URUBU II

Outra bela tomada do famoso riacho do Urubu no rumo da represa do velho rio Gurguéia. O silêncio dali exaltava mistérios. A poesia e a natureza tomando de conta de nossa inspiração. As nossas férias daquele período foram salvas. Brincamos, documentamos e estamos, agora, matando a saudade. O sertão pode, até, virar mar, mas estão aí momentos de grande nostalgia. Quando escutávamos o grito de Moreira, era a vovó Margarida nos chamando para o almoço. Antes tínhamos que nos “se assear”. A sobremesa era uma saborosa melancia ou uma garapa de cajá. Tempos bons, aqueles!

RIACHO DO URUBU

Imagem extraída de nossa inspiração do velho Riacho do urubu. Era aí que costumávamos tomar banho nos escorrega-bundas, banhando na chuva e sentindo os coaxares do mato. Somos filhos desse sertão maravilhoso que ouvimos e que deixamos marcas e lembranças. O serenar do dia fazíamos tocar os borás e os tambores já começavam a ecoar sertão a dentro. Ouvia-se os latidos dos cachorros doidos e os chocalhos das rezes na volta para os currais. A noite vem sorrateira. O sono profundo vem rápido e os sonhos se completam nas perispércias de nossas fantasias.

BARRO ALTO

Vejam só esta bela tomada do famoso Barro Alto. Observamos o velho bueiro que corta o riacho, próximo ao Poço Frio. Essa paisagem épica nos transporta às auroras de antigamente, quando perambilávamos por ali aproveitando a vida adoidados. As passarinhadas, o banho do Bezerra, o medo de cachorro doido, as boiadas e as passaradas. A quitanda de vovô Roberto era bem sortida e movimentada. Os vaqueiros e alguns diaristas como de costume pediam seus dois dedos de pinga para abrir o apetite. Hoje, esses momentos ficaram em nossas lembranças, para amenizar o nosso sofrimento de tanta saudade.

BUEIRO

Esse matagal aí ao lado são pés de bonitas marias-moles que cobriam o bueiro velho do canto do quintal da casa de vovó Margarida. Havia, por ali, um estreito caminho que dava acesso ao riacho do urubu e ao rio Gurguéia e onde costumávamos fazer nossas traquinagens. Observamos à esquerda a central na subida do Barro Alto e, ainda, a casa de palha do senhor João da Cruz e a esquina da antiga quitanda de vovô Roberto. São registros que foram feitos ainda antes das enchentes que dizimaram esse velho casarão. Momentos que nos vêm à lembrança por causa da saudade.

NOVA GERAÇAO

Antigamente, a meninada sabia matar uma bola no peito, descer o rio, tirar uma facada, subir em árvores, pular um muro, bater uma bolinha; as meninas brincavam de queimado, macacão e pedrinhas. Hoje, tá tudo diferente. A nova geração é a do shopping e a dos games. De qualquer forma, eles estão evoluindo, exaltando uma nova filosofia de vida. É o caso das duas feras aí. Samuel e melo Júnior, bisnetos dos Corrós, mostrando sua moral e categoria. É preciso, no entanto, acreditar nessa moçada. Eles precisam de uma chance. Revolucionar!!

CASARAO

O tempo passou e, hoje, constatamos uma nova realidade. Observamos, nesta interessante tomada, o famoso barro alto em nossa querida Jeruemenha, totalmente asfaltado. É o chamado progresso, o futuro que veio nos tirar a poesia. O casarão aí, hoje, era a antiga residência de minha avó Margarida Batista, citada anteriormente. Infelizmente os tempos passaram-se sorrateiramente a nos envolver com festas e consumo. Não temos mais os campos, as auroras de antigamente; por isso, precisamos resgatar os bons tempos. Saudades!

IGREJA DE SANTO ANTONIO

Que saudades que eu tenho dos carnaubais, dos oitís e dos mangais; dos tempos de caju e dos riachos; do velho Gurguéia com suas águas turvas. A praça da matriz, o mercado velho, o bar do Chico e dos casários antigos; das manhãs chuvosas e dos milharais. Ah, que dor na canela; de olhar da janela a boiada e a passarada; saudades das conversas com o seu João da Cruz; dos coaxares dali dos riachos; dos banhos de sol nos lajedos e do frio dos orvalhos. Lembro-me do São Camilo, das pescarias e das caçadas de agostinho; dos sobrados e da poeira do barro alto; do Poço Frio e da forte presença de dona Júlia; dos cafés de vovó Margarida e das boas conversas das calçadas. Jerumenha, terra querida; que permaneça-te sempre assim na calmaria, que vou sempre carregar comigo essa agonia saudosa dos tempos de outrora.

CASARÃO DOS CORRÓ

Outra bela tomada do casarão dos meus avós na saudosa Jerumenha. Havia uma certa magia, emoções e muita diversão. As nossas férias eram sagradas na presença de nossas traquinagens. Havia por ali a casa de seu João da Cruz, do senhor Moisés, o Poço Frio e o Riacho do urubu. O banho do Bezerra era sagrado. A passarinhada pelos riachos, as cacimbas e o velho Gurguéia era roteiro sagrado. Hoje, lamentavelmente, os tempos passaram-se. Estamos apenas curtindo as lembranças de nossa querida infância, que os anos não trazem mais. Precisamos colorir o nosso futuro.

NETOS DE DONA MARGARIDA

A foto ao lado mostra a família Melo, extraída da inspiração do famoso mestre da fotografia Leuter Epaminondas ao lado da Igreja Matriz de Floriano no ano de 1964. O casal Antonio de Melo Sobrinho e dona Maria de Lourdes Batista de Melo, esta filha de dona Margarida Batista de Sousa e de seu Roberto Corró, mostrando os netos de dona Margarida Batista . Tibério ( economista aposentado, residindo no Rio de Janeiro ), Danunzio ( in memorian ), Ubaldo ( ex – jogador do Clube de Regatas Brasil de Almeida ), Lenka ( Rio ), Janclerques e Eulálio ( estes, também moram em Teresina ), Uiara ( vive em Brasília ) e Merilan. Fora estes ( ainda no pensamento ), iriam nascer o Adalto e o caçula Antonio Filho ( que também residem em Teresina ). Tempo em que ainda não havia chegado a maldita televisão.

DE VOLTA PARA O FUTURO

"Como esse mundo é pequeno..." E eu responderia: "... não; grandes são os nossos passos! Reencontrei o meu amigo Zé Roberto ( foto ) por aqui, no mundo virtual. Costumávamos jogar futebol de salão em Floriano, nos anos oitenta, junto com o pessoal do EMATER e TELEPISA. Depois da pelada, havia a descontração e o chopp gelado. O Zé Roberto morou em Jerumenha durante o período de 1976 a 1983 e, hoje, morando no Paraná sente muita saudade da terrinha maravilhosa e daqueles momentos românticos que os anos não trazem mais. Casado com Suely Mendes Moreira, filha dona Dagmar Alves Moreira, que morava ao lado do Hotel da Dona Emília, voltou para o Paraná, mas passou os melhores anos de sua vida em Jerumenha, juventude, futebol de salão e foi, até, goleiro da seleção de Jerumenha durante muitos anos e era bom no gol. Brevemente, espera voltar à velha Jerumenha para rever amigos e tomar umas geladas nos festejos de junho. Vamos aguardá-lo!

RIO GURGUEIA

O velho rio Gurguéia - feito cobra grande - em Jerumenha, durante o período das enchentes da década de oitenta, ali, na altura do riacho do Urubu. Costumávamos nos divertir bastante nas férias, tipo, pescar, tomar banho, descer o rio, pular as quintas, caçar passarinhos, brincar de caubói e atravessar o rio rumo ao São Camilo. A foto ao lado, não sabemos como está, hoje, mas trata-se daquela represa, que cobre praticamente todo o riacho do urubu em época de cheia. Dizem que várias rezes afogaram-se ou foram engolidas pela grande força desse tenebroso e, também, nobre rio de muitas histórias e mistérios. "O piau, fisgado, agonizando, no anzol, seu último nado..."

CASA DE VOVÓ MARGARIDA

Este era o antigo casarão de vovó Margarida, localizado, ali, no Barro Alto, hoje asfaltado e que dá acesso ao antigo banho do Bezerra e à cidade de Landri Sales. Nos anos sessenta, quando menino, lembro-me bem, sempre passava as minhas férias com a vovó. Na esquina da casa, ficava a quitanda de vovô Roberto Corró ( como era chamado ). A movimentação era grande nessa época. Cheguei a ver muitas boiadas e vaqueiros; tinha os banhos no riacho do Urubu e as pescarias no famoso Gurguéia. Muita gente gostava de visitar vovó no casarão para tomar aquele bom cafezinho adoçado com rapadura com dona Margarida. Lembro-me das passarinhadas, da casa do senhor João da Cruz (artesão do couro), dos sobrados, do Poço Frio, dos bueiros, do tempo de caju, das caçadas de Agostinho e do senhor Viturino com o facão na cintura. Hoje, esse casarão já não mais existe. As águas da enchente do Gurguéia o levou, o terreno foi vendido e, atualmente, há uma casa tipo caixa de sapato no lugar. Saudades daquele temp...

AMOR À VIDA

CHICOLÉ de Floriano ( grande craque e piolho de bola ) era quem dizia prá gente - “Vocês sabem muito bem como fui criado, o meu pai foi muito rígido na criação dos filhos; lá em casa, tinha dia, que quando ele estava zangado, o único amigo que entrava lá e conseguia sair comigo pra jogar era Nego Chico Kangury ( foto ). Mamãe gostava muito dele e o seu pai, seu Vicente Kangury era um dos amigos confidencial do meu pai, e o outro era o senhor Antonio Segundo, grande enfermeiro, que ajudava até a operar gente no Hospital. Pois bem, aconteceu de ter um jogo importante em Jerumenha.O papai em casa estava zangado, eu teria que ir escondido e voltar no mesmo dia. O Deoclecinho possuía uma caminhoneta e sempre era o encarregado de ir buscar-me e deixar em Floriano, quando acontecia este impedimento. Distancia de Jerumenha para Floriano, 10 léguas e meia ( 67 km ). O Jogo naquela época começava às três e meia da tarde, porque era para terminar ainda com a claridade do dia. A estrada era piçarr...

LEMBRANÇAS

Esta é pra CHICO KANGURY - "PÉ EMBOLADO & "SE PEGA"! A foto ao lado foi tirada nas águas do rio Gurguéia, em Jerumenha, quando essas "crianças" aprontavam, jogando bola. Da esquerda para direita, observamos Chico kangury, Chico José, Antonio José do Dió e Firmino Pitombeira. Chicolé conta em sua resenha no site FLORIANO EM DIA, que "após um treino, iam se refrescar nas águas do Rio Gurguéia na cidade de Jerumenha, acho até que ele nem lembra mais. Somos amigos desde a infância. Pois bem, havíamos terminado de preparar um campinho que ficava perto de lá de casa, ali na Eurípides de Aguiar, próximo da casa do Sr. Geraldo Teles, pai do Zé Geraldo, do Carlos, do Nilson, era um time completo na casa dele na época e ao lado da casa do Joaquim José. Existia muito mato por lá, apesar de termos feito uma limpeza no capricho, muito carrapincho, mas restaram algumas raízes. No Jogo de inauguração, eu estava jogando no mesmo time de nego kangury, parece-me que Jun...

FORMATURA

Robert nasceu em Teresina, mas já merece carinhosamente o título de cidadão jerumenhense, por sua paixão pela terra de suas origens, uma cidade simples, aconchegante e hospitaleira. Recentemente, Robert foi agraciado com a formatura em Administração pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, representando, desta forma, uma esperança e uma nova proposta para um futuro brilhante. O jovem ROBERT DE MATOS SOUSA, é filho do estudante de Direito José Moreira de Sousa e da professora Ana Maria Matias de Matos Sousa. Robert, a propósito, reuniu-se com os seus amigos na cidade de Jerumenha para comemorar esta grande façanha conquistada com esforço e dedicação. A cidade de jerumenha, portanto, está de parabens! Vamos comemorar! ............................................................................................ Foto: Robert e seus amigos

DE VOLTA PARA A SAUDADE

Vejam só o que era os tempos românticos em Floriano. Essa bela fotografia foi tirada da estátua de Floriano Peixoto na praça doutor Sebastião Martins. Nossa querida mãe, flagrada pelo nosso saudoso fotógrafo Farias nos anos cinquenta, estabelecendo e registrando um raro momento do cotidiano de Floriano. Em homenagem ao mês das mães, aí está a professora Maria de Lourdes Batista de Melo, filha de dona Margarida Batista e Roberto Corró de Jerumenha em pose magistral, exaltando sua beleza e a sua graça de mulher. Tudo era festa!

PAINEL DA SAUDADE

Sim, como tenho saudades lá do Barro Alto, dos riachos e dos arvoredos; das auroras, do canto do passarinhedo; dos coaxares do mato; da casa da minha querida avó Margarida ( pintura ao lado ): da quitanda de Vovô Roberto; do riacho do Urubu; do São Camilo, do Poço Frio; do banho do Bezerra e das caçadas de passarinhos; e das correntezas do rio Gurguéia em seu silêncio místico. Lembro do senhor João da Cruz, do velho Viturino com o facão do lado, dos grogues de tio Zezinho e dos cafés de vovó Margarida adoçados com rapadura; de vovô Roberto no curral tirando o leite das vacas. Saudades das novenas, dos passeios e do medo que sentia ao passar pelo casarão da cadeia; do medo dos cachorros doidos e das visagens do Poço Frio. Saudades das lembranças, da minha infância querida, das minhas belas férias de inverno, que os anos não trazem mais!

SERÁ O BENEDITO ?

BENEDITO BATISTA I Certa vez, Benedito Batista, que trabalhava como caixeiro na sua juventude, andava a cavalo divulgando seus produtos junto às comunidades rurais na região de Jerumenha, tipo Papa-Pombo, Santa Teresa, etc. Naquele momento, por outro lado, Urbano Pacifico, que era parente de Benedito, fazia inspeção das fazendas de seu grupo familiar de São Luis do Maranhão no rumo de Veados, hoje conhecida como Artur Passos. Urbano viajava em sua famosa Rural, com os seus irmãos Arsênio e Antonio (proprietários das antigas lojas Arpaso Pop em São Luís / MA) em direção as suas fazendas, quando avistaram aquele cavaleiro vindo distante. - Quem será, hein, Urbano! - perguntara Arsênio. Com o seu senso de humor apurado e a sua presença de espírito, Urbano olhou bem para aquele homem vindo em seu cavalo baio e respondeu, literalmente: - Rapaz, aquele ali, eu tenho certeza, de que é Benedito Batista! - Será! – questionara seu irmão Arsênio. Aguardando a sua aproximação, os irmãos Pacific...