Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2007

FANFARRA II

O doutor Braulino Duque de França era uma figura impoluta, possuía uma personalidade muito forte e prestou bons serviços para a comunidade de Floriano como advogado, mestre-educador e administrador. Inicialmente no Ginásio Primeiro de Maio teve problemas, mais tarde no Ginásio Estadual Monsenhor Lindolfo Uchoa, depois Colégio Estadual “Monsenhor Lindolfo Uchoa, conseguiu formar uma das melhores equipes de educadores de Floriano daquela época (década de 60), senão vejamos alguns, entre muitos: o próprio Braulino, Padre Djalma, Conceição Carnib, Filó Soares, Eva Macedo, Ivonildes Castro, Teresa Chaib, Raimundinha Carvalho, Duzito, Abdoral e muitos outros, além de uma equipe de assessores competentíssimos que souberam elevar o nome do colégio. ... Com a sua equipe formada, o comando do colégio correndo às mil maravilhas. Teve inicio a criação da banda cabendo ao Prof. de Música Duzito, recrutar aqueles que tinham sensibilidade para uso dos primeiros instrumentos, com a participação do Dr....

LEMBRANÇAS

CACHORRO DOIDO Mesmo morando em Floriano, o gostoso na verdade era curtir as férias em Jerumenha na casa de vovó Margarida. Chegava o final de ano, aí, não, pegávamos o primeiro pau de arara e, preparados, estávamos voltados para o que desse e viesse. Certa vez, lembro-me bem, inventamos de tomar banho, ali, no riacho do Urubu, correr, jogar bola, caçar passarim, comer goiaba, jatobá, carnaúba, Maria preta e, até, pitomba. Diziam pra gente: “ cuidado com cachorro doido...” Vez por outra a gente via um vira lata passando, mas a gente se escondia; mas, outra vez, de verdade, eu gritei: - Cuidado, cambada,lá vem o cachorro doido!... A negrada, com o coração a mil, disparou na tubada, pulando a cerca da quinta do vovô Roberto, para depois cair na gargalhada, chupando manga fiapo.

GIANCARLO BATISTA REGO

Esse é o nosso primo Giancarlo Batista Rego, filho da tia Doralice e Rego e, também, neto de Roberto Corró e de dona Margarida. Estudou em Floriano, no Industrial, e logo se identificou com o trabalho, dedicando-se fielmente aos objetivos da rádio Irapuá. Casou-se jovem, com a professora Leuzenilza e desse belo casamento nasceram o Júnior e a Isabela, tesouros da família. Passaram algum tempo em Brasília, mas voltaram para a Princesa do Sul, onde veio dar continuidade ao trabalho da rádio. Na foto acima, o Giancarlo, provavelmente, aos três meses. Menino tímido mas astuto, inteligente e hoje segue em direção ao futuro de sua família, buscando a paz, o amor e a tranqüilidade divina.

MEUS 15 ANOS NO FLORIANO CLUBE

Esta foi a festa das debutantes realizada no nosso tradicional Floriano Clube no ano de 1971. Foi organizada pela nossa professora Ivanilde Castro e a nossa querida irmã, Lenka Elizabeth, era uma das jovens que debutaram naquela data. Na foto, observamos a Lenka dançando a valsa com o nosso irmão Ubaldo, bela imagem do baú extraída da inspiração de Leuter Epaminondas ( in memorian ). À época, fazia bastante sucesso esses acontecimentos sociais na cidade. Hoje, lamentavelmente, essas nossas tradicionais festas não ocorrem mais. As preferências, agora, são outras. Seria de suma importância se pudéssemos revitalizar esses bailes antigos, para que toda a nossa juventude volte a brilhar de felicidade como no passado.

UIARA MARIZE

A nossa querida irmã, Uiara Marize, outra neta de dona Margarida Batista e Roberto Corró, hoje, morando em Brasília, casada com o economista Raimundo Carvalho, filho de seu Joãozinho Guarda ( in memorian) e funcionário do Banco Central na Capital Federal. A Uiara, também, estudou em Floriano, estudou no Odorico, Primeiro de Maio e Estadual, terminando seus estudos e logo se casando na Igreja do Colégio Industrial São Francisco de Assis. Uiara e Raimundo são felizes, tiveram três filhos lindos, a Mariana ( advogada ), o Rildo ( Administração ) e o Rodrigo ( terminando o ensino médio ). A Uiara é de uma dedicação de dar inveja, luta todo santo dia para a felicidade dos filhos. Desejamos, sempre, que Deus esteja sempre protegendo nossas família e que todos possam dar tudo de si para cada vez mais irmos melhorando com a graça divina.

RETRATOS

Este retrato é de quando tínhamos terminado o quinto ano do primário no Colégio Odorico Castelo Branco, em Floriano, no ano de 1971 aos treze anos de idade. Havia, ainda, muita timidez, mas com o tempo fomos galgando um contexto de ternura e poesia. Dali fomos direto para o Colégio Estadual, em 1972, para o ginásio. À época, o diretor era o professor Josias Teixeira, que com a sua experiência deixava o pessoal bem entrosado e disciplinado para o andamento dos seus estudos. Essa jornada foi de grande valia, pois fomos educados por bons educadores, do tipo Abdoral na educação física, Ivanildes Castro na Geografia e o Altino em Desenho. O gostoso, ainda, era o tempo de sete de setembro, naquela preparação toda para os desfiles, com ensaios, gargalhadas e muita história para contar.

OS MENINOS DAS ESTRELINHAS

OS MENINOS DAS ESTRELINHAS Resenha de Chico Cangury ( para Tibério José de Melo ) O doutor Braulino, quando diretor do Estadual, em Floriano, inventara uma farda, tipo, contendo umas estrelinhas, que de certa forma, indicavam a série que o aluno estava cursando. Após um treinamento da BANDA, pois era a época do desfile de sete de setembro, todo dia havia os tradicionais ensaios pela manhã e à tarde. Tudo bem, até que em uma certa manhã, após o treino, o Chicão de dona Helena, comandara uma turma, juntamente com Antonio, Poncion dentre outros. Foram, então, para o Mercado que ficava em frente ao colégio. O certo é que quando eles estavam subindo os degraus, as verdureiras gritaram: - GENTE, pelo amor de Deus... Cuidaaaaaadoooooo!...Guarda tudo, pois os meninos das estrelinhas estão chegando. Foi um rebuliço danado. Resultado: demorou pouco tempo para a farda ser trocada por outra.

PASSARINHADAS

Eu estava passando umas férias na casa da vovó Margarida e a coisa que eu mais gostava de fazer era caçar passarinhos. Andava para cima e para baixo no riacho do Urubu e pelas beiras do Gurguéia. Com uma baladeira no pescoço e uma capanga na cintura fui atirar numas rolinhas debaixo de um pé de jatobá próximo à cacimba do riacho. Comecei a atirar várias vezes e nada de acertar. Na verdade, eu era fundo, só empolgação de criança. Nervoso, continuei tentando, atirando, mas que nada: foi quando o meu tio Moreira apareceu e, de repente, me pediu a atiradeira e só três pedras de piçarra, só precisou disso: pá, bufo no chão. A fogopagô caiu durinha. É claro que deu um fritinho de primeira, mas hoje, quando me lembro dessas nossas andanças, às vezes nos dá uma certa tristeza, mas a emoção ficara eternizada para lembrarmos sempre e fazer muita reflexão.

RETRATOS

Esse três por quatro, eu me lembro, tirei aí por volta do ano de 1971, ali, no antigo mercado velho, em Floriano, no famoso lambe – lambe da esquina da rua São Pedro com o cruzamento da praça Coronel Borges. Era a moda da jovem guarda, o cara tinha que tá cabeludo, na onda do iê – iê – iê e isso nos causava o maior frisson, impressionava as meninas. Nas tertúlias, então, a gente vestia as nossas melhores becas e íamos azarar os brotos : “era uma brasa, mora!...” Tempos bons, aqueles; éramos felizes e não sabíamos; hoje, infelizmente, os forrós tecnobregas tomam de conta do Nordeste, causando uma decadência terrível de nossa cultura.