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IGREJA DE SANTO ANTONIO



Que saudades que eu tenho dos carnaubais, dos oitís e dos mangais; dos tempos de caju e dos riachos; do velho Gurguéia com suas águas turvas.

A praça da matriz, o mercado velho, o bar do Chico e dos casários antigos; das manhãs chuvosas e dos milharais.


Ah, que dor na canela; de olhar da janela a boiada e a passarada; saudades das conversas com o seu João da Cruz; dos coaxares dali dos riachos; dos banhos de sol nos lajedos e do frio dos orvalhos.

Lembro-me do São Camilo, das pescarias e das caçadas de agostinho; dos sobrados e da poeira do barro alto; do Poço Frio e da forte presença de dona Júlia; dos cafés de vovó Margarida e das boas conversas das calçadas.


Jerumenha, terra querida; que permaneça-te sempre assim na calmaria, que vou sempre carregar comigo essa agonia saudosa dos tempos de outrora.

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