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Mostrando postagens de dezembro, 2006

RETRATOS II

Era por volta do ano de 1957, quando um grupo de jovens jerumenhenses e florianenses reuniram-se num passeio matinal para uma sessão fotográfica pelos arredores da cidade. E, dentro desse momento agradável e romântico, o nosso querido irmão Tibério José de Melo, hoje morando na cidade maravilhosa, entrou em cena para retratar essa idéia. O local aí é na beira do velho rio Gurguéia próximo ao riacho do Urubu. Na verdade, foram momentos divertidos e contemplativos, onde tudo era festa. O encontro desses jovens, à época, rendia até casamentos. Mas a diversão falava mais alto. Presença estonteante de Zé Albérico, Toínho, Dorinha, Conceição, Francinete, Alda, Maria de Lourdes, Fernando, Maysa, Gardênia, Doralice, Docarmo e outros. Uma turma boa de encantar-se e para ganhar o dia! Viva a nossa dor na canela!

RETRATOS

Há momentos na vida da gente que precisamos conter a emoção. O tempo passa rápido e, muitas vezes, percebemos que a felicidade existiu entre nós. Vejam que belo momento extraído do período romântico dos anos cinqüenta. Dona Lourdes mostrando-se inquieta mas feliz com os seus dois marmanjos – Tibério e Danúnzio na praça doutor Sebastião Martins em Floriano. Vovó Margarida tinha trabalho dobrado, quando essa gurizada chegava em Jerumenha. Vovô Roberto Corró também tinha que participar. Lembro de quando íamos a São Camilo a cavalo, atravessávamos o velho Gurguéia e seguia em frente com o comando de vovô. Como estarão esses sertões, hoje!

JERUMENHA, TERRA QUERIDA

JERUMENHA, TERRA QUERIDA - SAUDADES ( Na foto ao lado, o nosso amigo Chico Amorim Sobrinho passeando sobre a Ponte do Rio Gurguéia em Jerumenha em fasefinal de construção nos anos sessenta) JERUMENHA, terra onde vivi boa parte da minha infância e da minha adolescência. Hoje, ao ver fotos no portal na internet do teu solo e da tua gente, fizeram com que desse uma pausa em minhas atividades para recordar-te, vejamos: Barro Alto: com bueiro, sem bueiro, com piçarra, com asfalto; Riacho do Urubu, com seus lajedos; Estradinha entre as marias-moles, dos casarões de seu João da Cruz e de seu Roberto Corró; fotos do Janclerques e do Moreira; Igreja de Santo Antonio com seus patamares. Isto tudo me fez viajar ao passado através da mente, buscando e revivendo muitas coisas boas e a saudade apertando, apertando e não a suportei, aqui estou diante do computador para externar aquilo que sinto no momento: “Oh!, Saudades, que aperta o coração da gente; Saudades distante que faz doer o íntimo da gente...

RIACHO DO URUBU II

Outra bela tomada do famoso riacho do Urubu no rumo da represa do velho rio Gurguéia. O silêncio dali exaltava mistérios. A poesia e a natureza tomando de conta de nossa inspiração. As nossas férias daquele período foram salvas. Brincamos, documentamos e estamos, agora, matando a saudade. O sertão pode, até, virar mar, mas estão aí momentos de grande nostalgia. Quando escutávamos o grito de Moreira, era a vovó Margarida nos chamando para o almoço. Antes tínhamos que nos “se assear”. A sobremesa era uma saborosa melancia ou uma garapa de cajá. Tempos bons, aqueles!

RIACHO DO URUBU

Imagem extraída de nossa inspiração do velho Riacho do urubu. Era aí que costumávamos tomar banho nos escorrega-bundas, banhando na chuva e sentindo os coaxares do mato. Somos filhos desse sertão maravilhoso que ouvimos e que deixamos marcas e lembranças. O serenar do dia fazíamos tocar os borás e os tambores já começavam a ecoar sertão a dentro. Ouvia-se os latidos dos cachorros doidos e os chocalhos das rezes na volta para os currais. A noite vem sorrateira. O sono profundo vem rápido e os sonhos se completam nas perispércias de nossas fantasias.

BARRO ALTO

Vejam só esta bela tomada do famoso Barro Alto. Observamos o velho bueiro que corta o riacho, próximo ao Poço Frio. Essa paisagem épica nos transporta às auroras de antigamente, quando perambilávamos por ali aproveitando a vida adoidados. As passarinhadas, o banho do Bezerra, o medo de cachorro doido, as boiadas e as passaradas. A quitanda de vovô Roberto era bem sortida e movimentada. Os vaqueiros e alguns diaristas como de costume pediam seus dois dedos de pinga para abrir o apetite. Hoje, esses momentos ficaram em nossas lembranças, para amenizar o nosso sofrimento de tanta saudade.