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Mostrando postagens de novembro, 2011

RETRATOS

Aquelas manhãs nasciam convidativas, ali, pelos arredores do riacho do Urubu, mas antes havia o passeio pelo Barro Alto ( foto ), passando pelo Poço Frio. Os arvoredos e o canto do passaredo nos envolvia riachos abaixo. À beira do Gurguéia, ensaiávamos umas taínhas em suas águas turvas, vendos os tiús caindo da velha faveira da beirinha. O tempo ia passando, o riacho cheio, escondendo os escorrega bundas. De repente, escutamos os borás do Moreira nos procurando, nos chamando para o almoço por ordem de nossa querida Margarida. A fome era tamanha, mas ainda atacávamos os pés de muta, Maria preta e os ingás, para amenizar o bucho. O tempo passou, mas são pequenas recordações que nos fazem transportar ao mundo da inocência, onde a criançada se divertia sem medo na trajetória de nossos sertões queridos da velha Jerumenha.

ANTONIO DE MELO SOBRINHO E FAMÍLIA

FAMÍLIA MELO - E ASSIM TUDO COMEÇOU Pesquisa: Tibério Melo Seu Roberto Batista, Corró, fazendeiro, comerciante e autoridade do lugar Veados, hoje Artur Passos, no sertão piauiense, às margens do médio Parnaíba tinha 3 filhas, Maria de Lourdes, Doralice e Maria do Carmo, do casamento com Margarida, de pequena estatura, distinta e elegante senhora, aos padrões da época. Maria de Lourdes, a mais velha, precisando tratar dos dentes, eis que teve que se deslocar para a cidade de Floriano a montante do Rio Parnaiba. A partida foi um show no lugarejo quando a mocinha teve, aos 10 anos, que embarcar, num bote, com uma sombrinha de modo a se proteger dos raios do tórrido sol nordestino. Foi seu primeiro contato com aquela cidade que viria a ser o torrão de sua familia. Após o tratamento a garota retornou à casa dos pais com mil novidades para as suas irmãs Doralice e Docarmo, ainda de tenra idade, e amigas. Hospedara-se na casa do Sr. Vicente Roque, comerciante e grande amigo do Sr. Rober...

RETRATOS

O tempo passou, poeta, mas os teus riachos ainda te segredam mistérios; portanto, abre-te mão desses teus dissabores e enxuga as tuas lágrimas, pois a tua musa dela ficaste somente o retrato. Mas o teu choro, aliás,  não é em vão, porque essas tuas lembranças, mais que te maltratem o coração, te dá prazer, também, em teus pensamentos soturnos e o teu final um dia será ( in ) feliz? Esses caminhos, poeta, não são de dores e esses teus amores, que um dia vivestes, serão eternizados pelo tempo e, certamente, serão arrastados pela imensidão etérea dos céus celestiais; no entanto, procura, poeta, compartilhar, ainda, esses restos momentos nas cruzadas dos rios e dos riachos, onde tomavas banho tocando os borás perdidos nos ecos distantes das tuas lembranças do Gurguéia e dos sertões que ainda te povoam teus sentimentais segredos.