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Mostrando postagens de outubro, 2006

RIO GURGUEIA

O velho rio Gurguéia - feito cobra grande - em Jerumenha, durante o período das enchentes da década de oitenta, ali, na altura do riacho do Urubu. Costumávamos nos divertir bastante nas férias, tipo, pescar, tomar banho, descer o rio, pular as quintas, caçar passarinhos, brincar de caubói e atravessar o rio rumo ao São Camilo. A foto ao lado, não sabemos como está, hoje, mas trata-se daquela represa, que cobre praticamente todo o riacho do urubu em época de cheia. Dizem que várias rezes afogaram-se ou foram engolidas pela grande força desse tenebroso e, também, nobre rio de muitas histórias e mistérios. "O piau, fisgado, agonizando, no anzol, seu último nado..."

CASA DE VOVÓ MARGARIDA

Este era o antigo casarão de vovó Margarida, localizado, ali, no Barro Alto, hoje asfaltado e que dá acesso ao antigo banho do Bezerra e à cidade de Landri Sales. Nos anos sessenta, quando menino, lembro-me bem, sempre passava as minhas férias com a vovó. Na esquina da casa, ficava a quitanda de vovô Roberto Corró ( como era chamado ). A movimentação era grande nessa época. Cheguei a ver muitas boiadas e vaqueiros; tinha os banhos no riacho do Urubu e as pescarias no famoso Gurguéia. Muita gente gostava de visitar vovó no casarão para tomar aquele bom cafezinho adoçado com rapadura com dona Margarida. Lembro-me das passarinhadas, da casa do senhor João da Cruz (artesão do couro), dos sobrados, do Poço Frio, dos bueiros, do tempo de caju, das caçadas de Agostinho e do senhor Viturino com o facão na cintura. Hoje, esse casarão já não mais existe. As águas da enchente do Gurguéia o levou, o terreno foi vendido e, atualmente, há uma casa tipo caixa de sapato no lugar. Saudades daquele temp...