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TITIA DOCARMO

Titia Docarmo, também, é uma dessas pessoas que adora a vida, gosta da família e cuida bem de seus pupilos. Filha também do seu Roberto e dona Margarida, irmão de dona Loudes e da titia Doralice. Tia Docarmo, casada com o Zezinho Trajano ( in memorian ), sempre soube ser cuidadosa, vaidosa e maravilhosa. Somos todos apaixonados pelo seu caráter: leva a vida com postura firme e muita delicadeza no conduzir de sua maneira de cuidar dos filhos. Morando em Floriano, sempre gosta também de viajar, conversar e ajudar a todos. Está sempre olhando pra frente. A vida nos ensina bastante e sabemos que as adversidades serão vencidas como Jesus nos ensinou.

MAMÃE

Esta é a minha mãe, dona Maria de Lourdes Batista de melo, professora hoje aposentada, filha de Roberto Corro e de dona Margarida Batista, mulher inteligente, decidida e disposta para o trabalho e para a educação de seus filhos. A foto ao lado ainda é dos anos sessenta. Nessa época cuidava da Esolinha Humberto de Campos, que ocupava uma das salas do Ginásio Joana Leal e mantida com subsídios da prefeitura de Floriano. Hoje, conviver harmonicamente com a família junto com o seu melo, seu esposo, comerciário aposentado, mas que arrasta ainda um forró pé de serra em sua oito baixos. A vida aé assim: de repente, estamos todos nós, sempre, ainda sonhando.

PESCARIA NO GURGUÉIA

Estávamos tomando banho e pescando ali na beira do rio Gurguéia na altura da ponte de Gudalupe. Fazíamos um roteiro matinal até o São Camilo, buscando novas aventuras. Era, ainda, na década de setenta e conseguimos fazer alguns registros. Aí nessa região de Jerumenha ainda existem muitas vazantes, que deixam os moradores se segurando por lá. Quando chega a cheia do Gurguéia aí a coisa muda de figura: muita melancia, abóbora e a produção melhora. O mercado fica lotado e o agricultor bastante feliz.

REENCONTRO

Esse foi um reencontro realizado em Floriano, reunindo o pessoal da rua José Coriolano e uma turma de Jerumenha. Tinha o pessoal que morava em Brasília, Rio de Janeiro e Teresina, tipo: Tibério, Lenka, Maíza, Zé de Tila, Doca, Da Paz, Jesus, Helena, Chica, Joanita, Raimundo José, Wellington, Antonio dos Reis, Roberval, Raimundo Carvalho, Maria José dentre outros. Isso aconteceu lá pelos idos dos anos setenta, quando essa harmonia nos trazia grandes emoções. Muita música, comida e diversão. Esses reencontros são muitos bons e importantes, precisam acontecer mais, pois nos engrandece e percebemos que a vida tem que ser vivida intensamente. Vamos nos encontrar, sempre, certo?

MULHER RENDEIRA

Essa é a nossa querida vovó Margarida Batista de Sousa ( in memorian ), mas que se viva estivesse já estaria com os seus 100 aninhos de vida. Suas belas filhas Maria de Lourdes, Doralice e Maria do Carmo lhes deixaram inúmeros netos e bisnetos, que hoje estão estudando e trabalhando, vivendo bem com a graça divina. Margarida gostava de trabalhar, também, nas suas horas de folga, fazendo suas rendas, que lhe rendiam terapia e paciência, para levar a vida com muito amor e carinho junto aos que dela ladeavam. Ah, que saudades sentimos de vovó. Sua lição de vida ficou com a gente e é por isso que estamos buscando sempre o lado bom da vida para suportar o dia a dia do momento atual.

RIACHO DO URUBU

Estávamos visitando a nossa querida vovó Margarida, passando um final de semana, nos anos oitenta, quando fomos dar umas voltas pelos campos da cidade. Fomo ao Riacho do Urubu, onde passamos bons tempos quando meninos. Aí na foto vê-se o fundo da quinta da casa da vovó, onde essa cacimba resistiu por muito tempo. Tinha, também, o riacho, uma represa e um escorrega-bundas, onde tomávamos banho e passávamos o dia inteiro brincando. O que não faltava eram as frutas silvestres: carnaúba, jatobá, ingá, goiaba, maria preta, siriguela e outras. No final, uma boa refeição, um tatu ao molho das caçadas que os nossos tios Gualberto, Agostinho e o Moreira faziam.

DOMINGO EM JERUMENHA

Era um belo domingo de manhã de final de ano, quando o meu irmão Danúnzio ( in memorian ), resolvera fazer este último passeio à sua bela terra de infância, rever o pessoal e lugares de infância. Andamos para cima e para baixo, visitamos o Dada, conversamos com o Antonio João, Alonso e outros amigos. Tomamos um drinque no bar de dona Menaide e ficamos por ali, tirando umas fotografias. Ali pela matriz eu ainda consegui registrar esse momento deliciosos, para matar a saudade de nossa velha e querida Jerumenha.

SAO CAMILO

O nosso irmão Tibério ( hoje, morando no Rio de janeiro ), andou curtindo umas férias em Jerumenha, nos anos oitenta, para rever a vovó Margarida. Resolvemos dar um passeio até o São Camilo. Veio com a família e arriscou um passeio a cavalo pelos riachos da região. Os meninos ( Julião e Rafael, seus filhotes, adoraram e aprontaram nesse passeio ), não se cansavam brincando o tempo todo. É essa Jerumenha que está sempre em nossos corações. Esses passeios servem para nos sentirmos mais aliviados com as emoções. Estaremos, sempre que possível, retornando às nossas origens, visitando os lugares por onde vivemos.

AGOSTINHO & CIA

Aí está o nosso velho e querido irmão, Agostinho, ainda morando na velha Jerumenha, trabalhador de primeira e que ajudou bastante os seus pais de criação, nossos avós Roberto Corró e Margarida Batista. Desde cedo Agostinho aprendeu a lidar com a vida do campo, cuidando do gado, da roça e das caçadas. Com o tempo, muitas vezes, Agostinho saía para caçar junto com o Gualberto, o Moreira e os amigos Edmundo e Agostinho ( filhos do senhor João da Cruz ). Na volta, trazia de tudo: tatu, peba, lapau, cutia e estava garantido o nosso almoço. Mais tarde, Agostinho se casou com a dona Aparecida ( foto ) e tiveram vários filhos, já tem netos e vai levando a sua vidinha tranqüila em Jerumenha, com aquela mesma tranqüilidade de sempre. Qualquer dia desses vamos visitá-lo.

RETRATOS

Esses meninos sempre aprontando. Era, ainda, no tempo dos anos cinqüenta, quando os netos de seu Roberto Corro e de dona Margarida brincavam por entre os arvoredos da praça doutor Sebastião Martins em Floriano. Mas essa turma aí, também, gostava de andar pelo mato de Jerumenha, pelas florestas e pelos riachos, brincando em suas férias na casa de vovó Margarida. Observamos aí o Tibério, o Danúnzio, os nossos primos Djalma e Divaldo, morrendo de felicidade no passado. São momentos que precisamos, sempre, recordar para sermos felizes.

CASARIOS

Esses são alguns casarões do centro de Jerumenha, ainda preservando suas velhas características. Notamos a ausência de arvoredos, depois que derrubaram o velho casarão, onde funcionava mercado central da cidade. Andávamos por ali saltitando e observando os seus arredores, buscando identificar alguma poesia. Ainda nos emocionamos, quando retornamos à velha Jerumenha, reportando-nos aos bons tempos. É bom sempre voltar e sentir dores na canela, caminhar por aí registrando flagrantes de lugares e pessoas. A cidade ainda tem uma certa magia, uma calma de paz e tranqüilidade, mas é preciso ficar atentos às mudanças.

RECORDAÇÕES

Outra fotografia de nosso tempo, tipo amadora, do fundo dos quintais. A minha irmã Lenka ( da esquerda , hoje morando no Rio ) com a nossa prima Cecília ( de São Luís ), quando nada queríamos na vida: só brincar e se divertir. Aquele tempo era bom demais. Lembramos-me, inclusive, quando as meninas faziam as comidinhas e os meninos só se preparando para matar a fome. Havia, também, as brincadeiras de roda: chicote queimado, lacoxia, bombaquim, preso, quemente, se esconder, casamento chinês e historinhas de trancoso. Quem contava essas historinhas de trancoso era a dona Aniceta, na esquina da casa de tio Benedito Batista. Durante o dia ela vendia tempero verde pelas ruas de Floriano e quando não conseguia vender todo o seu estoque, guardava para o dia seguinte; de manhã cedinho, para molhar as folhas, dona Aniceta enchia a boca d´água e soprava no tempero: prrrrr...prrrr... prrr e saía novamente pelas ruas para vender seu produto. O tempo passou e, resgatando esses momentos, sentimos sau...

RETRATOS

Esses retratos de outrora nos deixam sentimentalmente nostálgicos, quando percebemos que a vida passou de repente. Vejam só a porta de nossa casa, em Floriano, mais precisamente na rua José Coriolano, 962, quando a vida passava tranquilamente feliz. Na foto, observamos a nossa mãe, Maria de Lourdes Batista de Melo, o Ubaldo e a nossa irmã Lenka ( hoje, morando no Rio de Janeiro ), documentando aquele momento hilário de nosso passado fantástico. Lembranças que nos vêm à tona num momento de pureza e saudade. A vida vai passando e as recordações são de um saudosista libertário, que de repente descobre que ainda sonha com um futuro de muitos reencontros.

SAO CAMILO

Estávamos a passeio pelo São Camilo, revisitando lugares d´outrora. O Tibério tinha vindo do Rio de Janeiro com a família para rever seus familiares. A tranqüilidade do lugar e as belas paisagens do sertão deixavam os meninos ( Julião e Rafael ) eufóricos, correndo para e para cá. Aproveitamos o máximo. Vovó Margarida tinha preparado um cozidão de peixe, um surubim delicioso com leite de coco. Uma delícia, pescado ali mesmo na beira do Gurguéia. Fora uma maravilha o passeio. A volta, de tardezinha, nos deixou um pouco saudosos, mas a expectativa de um retorno nos deixava ansioso para estarmos junto da família. Tempos agradáveis aqueles, que sentimos vontade de querer exalta-los e, necessariamente, eternizá-los.

BARRA DO LANÇA

Este é o nosso velho rio Gurguéia em meio ao verão que passa sorrateiramente. Um mistério absoluto, que nos fantasia o pensamento nesses sertões nordestinos. Os arvoredos nos fazem respirar com paixão. Esse é o trecho ( foto ) na altura da Barra do Lança do rio Gurguéia, esperando as chuvas de inverno. Passar por aí nos emociona em pensamentos belos. Os pomares e os coaxares do mato nos intrigam a imaginação. Tempo de caju. Lembramos que pulávamos as quintas para apanhar os cajuís doces e saborosos, até para tirar o gosto da saudosa pitu. Tempos que não voltam mais, mas que nos carregam para a poesia pura, soturna e libertária. Foto: Agamenon Pedrosa

MELO DOS 8 BAIXOS

Mesmo com os seus oitenta e cinco anos, hoje, o nosso pai ainda arrasta uma oito baixos, tocando um forrozinho de primeira, bem romântico. Um passatempo e uma terapia e, também, para relembrar os tempos d´outrora. Na foto, dos anos sessenta, ainda novo, o Antonio de Melo Sobrinho, casado com dona Maria de Lourdes Batista de melo, ele, do interior de Colinas ( Saquinho ) do Maranhão e, ela, do interior de Artur Passos ( Veados ) se encontraram e foi paixão à primeira vista. Hoje, com mais de cinqüenta anos de casamento, com dez filhos criados, o Melo pode se dar ao luxo de sorrir e ainda viver bons momentos junto a sua família. A vida é assim, nos ensina no dia a dia e esses aprendizados vão sendo disseminados para o encontro da realidade em que vivemos em busca da realização de nossos sonhos.

REENCONTRO

É sempre bom rever o pessoal daquela época, para colocar o papo em dia, revisitar lugares e matar a saudade. De repente, nos encontramos, eu e a nossa prima Isaura, filha da tia Maria de Lourdes. Um mulherão. A nossa prima Isaura é de uma presença de espírito muito agradável, nos envaidece e nos causa grandes emoções estar com ela: um bom papo, boas recordações e uma música da jovem guarda para relembrar as velhas tertúlias. O tempo passa, mas ainda acreditamos em novos reencontros. Jerumenha nos inspira bastante. Passeios, fotografias e os olhares vidrados nas paisagens, que nos reportam aos bons tempos de meninos.

APARIÇÃO

APARIÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO NA CIDADE DE JERUMENHA. VERDADEIRO OU NÃO? HISTÓRICO – 4ª PARTE Análise das fotos. Conversei com alguns amigos, e com o fotografo que revelou as fotos, este disse que não era nenhum truque fotográfico, mas podia ser que um fio de cabelo pudesse ter caído na máquina e causado aquilo, aqueles pediram que consultasse outros profissionais. Fui a dois fotógrafos profissionais e estes disseram que não existia a menor possibilidade de ser um truque, tudo levava a crer tratar-se de um fenômeno fora da normalidade. Dia 03/09/2007, retornei a Jerumenha, fui até o local, sem a presença da d. F.., apenas acompanhado de duas pessoas da comunidade e fiz uma série de fotos, sendo 12 poses com um tipo de filme e 24 poses com um tipo de filme diferente do primeiro. Um detalhe: a mesma máquina fotográfica e limpa pois fiz uma limpeza na lente da máquina e na parte interna e externa, novamente apareceram as mesmas imagens, com ângulos diferentes e com ima...

MARGARIDA BATISTA

Essa é a nossa digníssima avó Margarida Batista de Sousa, já na fase de seus quase oitenta anos a passeio em Floriano. Mulher de fibra, mística e atuante nas tarefas do lar e na condução de bem de nossa família. Lembramos, que quando íamos passar férias em Jerumenha, tinha o hábito de nos mantermos responsáveis durante as nossas estadias, tanto no lazer como nas pequenas tarefas que nos eram determinadas. Margarida Batista, essa hora, está nos seus afazeres do outro lado, lá no céu, mas nos deixou um legado especial, que sempre nos servirá para viver o resto de nossas vidas.

APARIÇÃO

APARIÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO NA CIDADE DE JERUMENHA VERDADEIRO OU NÃO HISTÓRICO – 3ª PARTE No dia 14 de junho de 2007, de posse de uma máquina fiz uma série de 72 fotos, sendo 36 fotos dos festejos de Santo Antonio em Jerumenha e 36 fotos no local da aparição da santa. Tirei fotos em todas as direções e de todos os ângulos possíveis. A Surpresa e o Espanto No dia 30 de junho de 2007 em Brasília mandei revelar as fotos, e fiquei emocionado com o que vi, nas fotos sempre que colocava o foco da máquina na direção do local da aparição, estava ali a mesma circunferência luminosa que foi vista por d. F..., ( ela, depois que viu as fotos confirmou que eram iguais o que ela viu, faltando apenas a imagem da santa ) com uma observação importante, ela apareceu somente nas fotos que foram tiradas quando o foco da máquina estava na direção do local e acompanhou até do lado de fora da cerca. E com um detalhe luminoso e transparente. Fiquei deveras emocionado e acreditando que a d...