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HISTÓRIA DE FAMÍLIA

FAMÍLIA MELO - E ASSIM TUDO COMEÇOU Pesquisa: Tibério Melo Seu Roberto Batista, Corró, fazendeiro, comerciante e autoridade do lugar Veados, hoje Artur Passos, no sertão piauiense, às margens do médio Parnaíba tinha 3 filhas, Maria de Lourdes, Doralice e Maria do Carmo, do casamento com Margarida, de pequena estatura, distinta e elegante senhora, aos padrões da época. Maria de Lourdes, a mais velha, precisando tratar dos dentes, eis que teve que se deslocar para a cidade de Floriano a montante do Rio Parnaiba. A partida foi um show no lugarejo quando a mocinha teve, aos 10 anos, que embarcar, num bote, com uma sombrinha de modo a se proteger dos raios do tórrido sol nordestino. Foi seu primeiro contato com aquela cidade que viria a ser o torrão de sua familia. Após o tratamento a garota retornou à casa dos pais com mil novidades para as suas irmãs Doralice e Docarmo, ainda de tenra idade, e amigas. Hospedara-se na casa do Sr. Vicente Roque, comerciante e grande amigo do Sr. Roberto Cor...

DE VOLTA PARA A SAUDADE

Nunca é tarde para relembrar. Estávamos a passeio, revendo os lugares da infância na velha Jerumenha. E resolvemos dar registro na antiga matriz de Santo Antonio, quando aí, no passado, corríamos pelos seus arredores nas novenas. Hoje, sentimos aliviados e energizados para voltar à rotina cheio de esperanças para o futuro que ainda teremos que viver.

POEMA DESCONHECIDO

( poema desconhecido guardado na memória e lembranças de Antonio de Melo Sobrinho ) Para onde o corpo não vai projeta-se o olhar Onde para o olhar prossegue o pensamento Assim, neste constante e eterno caminhar Ascendemos do pó momento por momento Além da atmosfera, além do firmamento Aonde os astros, os sóis não cessam de girar Há de certo ali mais vida e muito mais alento Do que nesta prisão mefítica e sem ar Pois bem, se não me dado um vigoroso adejo Subir, subir aos mundos em que não vejo Mas que um não sei o quê ainda hei de ver Quero despedaçar os elos da matéria Subir, subir pelo azul da vastidão etérea E ser o que só é quem já deixou de ser

DEDICATÓRIA

( Poema dedicado ao funcionário Antonio de Melo Sobrinho, servidor da antiga Casa Inglesa, em Floriano, texto escrito pelo também pelo funcionário da Casa, o senhor Marreiros / Na foto ao lado, o senhor Melo posa com a sua família em 1964 ao lado da Igreja Matriz São Pedro de Alcântara ) Gosto do Melo mesmo assim Como ele é cheio de manha Roendo o seu magro pequi E comendo a velha castanha Com sua história de banho no Irapuá Não sei o que anda ele ali fazendo Só sei que não deixa de andar por lá Talvez alguma castanha esteja comendo Há quem considera isso normal Essa sua velha manha Sem saber que história é essa Essa história da castanha Considerando o seu belo nome E também a sua velha manha Tenho medo que aconteça Uma meladeira medonha

NA PRAIA

Estávamos aí ( foto ) na praia de Atalaia em Luiz Correia em 1978, todo cabeludo, onde participávamos de um congresso de estudantes para eleger o presidente do antigo CCEP. No final de semana fomos curtir a praia, azarar as meninas e tirar um mergulho no mar. A diversão estava garantida. À noite, no cais de Parnaíba, fomos marcar presença nos bares e tertúlias. Tempos que relembramos com carinho e que esses registros nos fazem matar a saudade daqueles bons tempos.

JERUMENHA

Jerumenha está localizada na Zona do Alto Parnaíba. Possui 43 estabelecimentos de ensino primário. Cultiva feijão, mandioca, arroz, cana-de-açucar e milho. Desenvolve criação de suínos, bovinos, caprinos e ovinos. Localiza-se a uma latitude 07º 05' 16" sul e a uma longitude 43º 30' 35" oeste, estando a uma altitude de 145 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4.737 habitantes. Atualmente, Jerumenha tem uma área de 3.862 km², com densidade de 2,9 habitantes por quilômetro quadrado, uma altitude de 145 metros e uma população estimada de 7.861 habitantes em 2006.

O RIO E A POESIA

O cenário é a cidade maravilhosa ( quando era ), a gente passeava pelos seus arredores poéticos, exaltando e tentando identificar-se com a pureza e a beleza do lugar. O tempo passou e o futuro chegou sorrateiramente, como uma uma onda forte do mar, expulsando o lirismo da noite de luar. A saudade expõe o olhar em sua orla nos mares cariocas, onde a musa deixava o peito e o coração tensos o tempo inteiro, quando a noite vem o sono e os sonhos de um dia poder voltar a ser feliz.

DANUNZIO

Essa é uma foto típica dos tempos da jovem guarda, todos nós vestindo nossas melhores becas para impressionar as meninas. O nosso mano Danúnzio ( in memorian ), nesse tempo, abafava em Floriano e em Jerumenha com os seus óculos escuros. Era uma época romântica, que os anos não trazem mais e que, infelizmente, hoje, os jovens só querem saber de fuá, coisas fora do contexto cultural sadio e sem violência.

TIME DA TELEPISA - 1981

Esse time aí ( foto ) trata-se da grande equipe da antiga TELEPISA, em Floriano, quando disputou o torneio de futebol de salão férias de verão em julho de 1981. Coordenado pelo servidor da empresa, à época, o Janclerques, a agremiação jogou bem e tornou-se vice-campeã do torneio início daquela temporada. Na foto, observamos os piolhos Marinho, Salvador, Zé Roberto de Jerumenha, Chico do Né, Luiz Carvalho, Erivaldo, Manin e Wilson, registrando essa passagem para a história do esporte de Floriano.

TETE

Eram outros tempos, quando a boca de sino era sinônimo de moda e muita foba na praça aos domingos. Essa foto foi tirada no ano de 1974 na rua José Coriolano na porta de nossa residência, ainda sem pavimentação poliédrica. Naquele tempo a gente andava cabeludo para tentar impressionar. Os tempos já estavam começando a ter um contexto novo, a televisão já informando muito, mas ainda sentimos bastante saudades.

POESIAS DE JERUMENHA

Jura Menha Nas tuas 3 esquinas, Jerumenha, quase nasci. Nas manhãs, surpreendentemente frias, teu café tomei nas calçadas da Noemi e nos quintais das Pedrinhas. O bandido solto, afasta as crianças do riacho porquanto a enchente preemente traz os filmes para a realidade. Foi na tua geografia, Jerumenha, no dia dos vaqueiros, que vi a cara da fome: não é bonita, não. Foi na busca pela tua administração que vislumbrei a nocividade e o papel dos bastidores das madrugadas: tudo reside nas pessoas. Foi em ti, Jerumenha, que vivi o amor de vó, grande mulher pauliana que ensina o tempo todo. Nas tuas coxas, nas quintas e esvalados, os picões de arraia ou o milho do Barro Alto, senti o gosto da e pela terra. Até o urubu pode ser límpido, tu me ensinastes. As tertulhas e as novenas, as barracas e os leilões, os pobres ricos incientes, os ricos pobres das veredas. O final de semana ansiado, pela prata, outro lado ou veredas. Os festejos festejados além dos 13. A noite dos filhos ausentes. A sabed...

ENCHENTES

As chuvas não estão dando trégua e as regiões de Floriano e Jerumenha, mais uma vez, passam por um processo de enchentes naturais dos rios Parnaíba e Gurguéia. Por um lado, muito bom para os agricultores, motivação para aumentar a produção agrícola e mais feijão na mesa. Há, também, o problema social, com muitas família naquela aflição de sempre, em busca de alternativas para sair do molhado. A prefeitura tem feito a sua parte, mas precisa fazer mais, através de parcerias com a sociedade. Precisamos dar condições de sobrevivência ao nosso povo, que precisa de apoio, respeito e dignidade.

FERIAS EM SAO LUÍS

A gente andava curtindo umas férias na Ilha do Amor, cidade onde aprendemos a gostar pela beleza de suas praias e passado presente. Moramos um período por lá nos anos setenta, muito bom, aprendemos bastante. São Luís desperta grandes prazeres, principalmente quando você passa pelo Projeto Reviver. O Plalácio dos Leões ( foto ) é um monumento que causa espanto pela sua beleza clássica e estilo barroco. Precisamos retornar à Ilha, rever aquela Ponta da Areia.

JERUMENHA RECEBERÁ PROJETOS

Diretores da empresa Poligrow, da Itália, chegam nesta segunda-feira, 17, a Teresina e assinam com o Governo do Estado um protocolo de intenções, a partir das 9h, no Palácio de Karnak para a plantação de 15 mil hectares de pinhão-manso e mamona para produção de óleo, na cidade de Jerumenha. Segundo o superintende de Relações Internacionais, Sérgio Vilela, logo após a assinatura do protocolo, os empresários fazem uma visita a Jerumenha e os trabalhos devem começar logo nos primeiros dias, com a análise da área, documentação, contração de empresas para efetuar o serviço, licenciatura ambiental e demais atividades que antecedem o funcionamento. A previsão é de que a mamona e pinhão-manso sejam plantados já neste ano e em 2009 já se tenha a produção da mamona, já que o pinhão-manso tem um processo de produção mais demorado. A vinda da empresa para investir no Piauí é resultado da última viagem do governador Wellington Dias a Europa, em fevereiro, quando entrou em contato com empresários, p...

DANUNZIO

Danúnzio na foto com a sua filhinha Java Valéria nos anos setenta em São Luís, quando fora em busca de uma nova vida. Sempre batalhador, nunca perdeu a esperança de buscar seus ideais de vida. E foi o que aconteceu: tornou-se Procurador do Estado e destacando-se na vida sua profissional com grande tenacidade. Mesmo falecendo jovem, aos cinqüenta e um anos de idade, Danúnzio nos deixou poesia, luta, bravura e, acima de tudo, exemplo de lealdade.

VOVÓ SERVA

Essa é a nossa querida tia Maria Serva de Melo, irmã do Melo e do mestre Walter, trabalhou nas Casas Pernambucas, Coheb e sempre nos proporcionando bons ensinamentos. Com o tempo, foi morar em São Luís, a Ilha do Amor, com a família de tio Walter, onde foram vencer na vida. O tempo que viveu deixou um legado importante para todos, nos deixando para sempre a sua vibração, confiança e otimismo na vida e no futuro que queríamos para nós,

RETRATOS

Dona Maria de Lourdes Batista de Melo com a sua afilhada Aparecida Coelho em Floriano. Todo tirada nos anos oitenta e ainda morávamos em Floriano. O tempo passou, mas essas recordações nos deixam satisfeitos com a realidade atual. Precisamos, sempre, ter esperanças, renovar, lutar pelo nosso futuro com lealdade, firmeza e atitudes que possam mostrar um bom caminho para os mais novos.

RETRATOS

Esse é nosso mano Tibério, quando era um garoto que amava os beatles e os rollings stones. Foto tirada na praça doutor Sebastião Martins em Floriano nos anos cinquenta. Naquele tempo, tudo fluía naturalmente e o Tibério já era engajado, inteligente, dedicado e estudioso. Sempre foi um grande exemplo para todos nós. Hoje, no Rio, nos deixa com muitas saudades, mas ele está prometendo de vir, agora, em maio para nos proporcionar muita felicidade.

MARGARIDA BATISTA

Essa é a dona Margarida Batista, em Floriano, segurando seus netos nos anos cinqüenta. Era um tempo bom, tranqüilo e que nos deixa com bastante saudades. Se viva estivesse, vovó Margarida já estaria com cem anos, mas o tempo que conviveu conosco, nos proporcionou grande aprendizado. Eu, por exemplo, não saía de jerumenha em nossas férias. A casa da vovó Margarida sempre tinindo de gente, amigos e vaqueiros, tomando aquele seu cafezinho adoçado com rapadura.

EPOCA ROMANTICA

Naquele tempo, época romântica, as famílias do interior geralmente tinham carradas de filhos, um atrás do outro, fora os do pensamento, pois não havia televisão, como dizem por aí. E tudo ia bem, todo mundo feliz, cada qual com o seu ofício e as coisas andavam às mil maravilhas, todo mundo feliz. Hoje, ao contrário, o estresse é enorme, pessoas preocupadas, velozes, apressadas, congestionamento No trânsito, nas repartições, situações hilárias que nos deixam perplexos e perfeitamente idiotas. Precisamos reverter, a qualquer custo, esse quadro, essa realidade cruel. Vamos dar as mãos, ir mais vezes à igreja, rezar, fazer a diferença e dar o exemplo, tá certo? A foto acima é da nossa família, os Melo e eu sou o terceiro abaixo da esquerda para a direita, timidamente, com as mãos no bolso, foto tirada pelo Epaminondas em 1964 ao lado da igreja matriz de Floriano no caramanchão dos engraxates. Como éramos felizes e não sabíamos, hein?