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Retratos de Floriano

FLAGRANTES DE UMA CIDADE Crônica dos anos de 1990 (Luís Paulo de Oliveira Lopes) Em seus belos escritos e flagrantes, o nosso culto e professor Luís Paulo, relembra em mais um momento, um histórico de nossa religiosidade: "Floriano sempre teve grande religiosidade e entre os anos trinta até os anos de 1950 a veneração a Santa Teresinha foi intensa. Os fervorosos crentes festejavam com toda pompa o dia da Santa em 30 de setembro. Eram realizadas novenas, missas e procissões que sempre culminava com uma grande percorrida pelas principais ruas da cidade e com peregrinações da Santa nos lares florianenses. No flagrante (foto) observamos a imagem de Santa Teresinha - a Santinha de Lisieux, posta em andor e rodeada de anjos, um costume muito frequente entre as famílias em vestirem suas filhas de anjo para comparecerem as festividades e procissões. A foto, feita na porta principal da Igreja São Pedro de Alcântara mostra a Santa sobre um globo terrestre e anjos. Temos em cima (braços cruz...

Faleceu Maria José Soares

  Zezé ao lado de Tibério Faleceu Maria José Soaes ( Zezé) Faleceu agora no dia 24 de maio, a nossa querida Maria José Soares, a Zezé como era mais conhecida. Era funcionária aposentada do INCRA e morava em Teresina. Maria José Soares nasceu em 17 de julho de 1937 e chegou aos seus 83 anos bem vividos e com a sua missão cumprida. Não casou e não teve filhos. Preferiu ser também professora e cuidando das crianças em escola, residências e creches pelo mundo a fora.. Zezé era minha madrinha de batismo, me ajudou muito em todos os sentidos da vida. Sempre estávamos conversando e versando sobre tudo dessa vida. Tinha uma empatia com o senso de humor que transbordava. Era filha de tia Maria com o Nenem Grande, moravam em Veados (hoje Artur Passos), tinha como irmãos o Cícero Damas (Radiotécnico já falecido) e um outro irmão Delfino (dentista) que ainda trabalha em Brasília. Outro depoimento: Em sua recente visita, o nosso irmão Tibério pode rever pessoas do mais alto gabarito; no caso, ...

Retratos de Jerumenha

Antes e Depois Antes e Depois Maria de Lourdes Batista de Melo FAMÍLIA MELO - E ASSIM TUDO COMEÇOU Pesquisa: Tibério Melo Seu Roberto Batista, Corró, fazendeiro, comerciante e autoridade do lugar Veados, hoje Artur Passos, no sertão piauiense, às margens do médio Parnaíba tinha 3 filhas, Maria de Lourdes, Doralice e Maria do Carmo, do casamento com Margarida, de pequena estatura, distinta e elegante senhora, aos padrões da época. Maria de Lourdes, a mais velha, precisando tratar dos dentes, eis que teve que se deslocar para a cidade de Floriano a montante do Rio Parnaiba. A partida foi um show no lugarejo quando a mocinha teve, aos 10 anos, que embarcar, num bote, com uma sombrinha de modo a se proteger dos raios do tórrido sol nordestino. Foi seu primeiro contato com aquela cidade que viria a ser o torrão de sua familia. Após o tratamento a garota retornou à casa dos pais com mil novidades para as suas irmãs Doralice e Docarmo, ainda de tenra idade, e amigas...
Apressa-te, poeta, pra o que ainda resta; ainda um pouco dessa quimera; mesmo que dure somente o (en) canto da Primavera.

Surto Poetico

Aquelas tuas calçadas, poeta, eram sublimes; pão diário e tua fortaleza; quando havia muita harmonia; e todos viviam felizes todo dia.

Dispersão Poética

Dispersão Poética  "De volta para o futuro" Aquelas manhãs nasciam convidativas, ali, pelos arredores do riacho do Urubu, mas antes havia o passeio pelo Barro Alto ( foto ), as passarinhada, passando pelo Poço Frio. Os arvoredos e o canto do passaredo nos envolvia riachos abaixo. À beira do Gurguéia, ensaiávamos umas taínhas em suas águas turvas, vendos os tiús caindo da velha faveira da beirinha. O tempo ia passando, o riacho cheio, escondendo os escorrega bundas. De repente, escutávamos  os borás do Moreira nos procurando, nos chamando para o almoço por ordem de nossa querida Margarida. A fome era tamanha, mas ainda atacávamos os pés de muta, maria preta, xixás e os ingás, para amenizar o bucho. O tempo passou, mas são pequenas recordações que nos fazem transportar ao mundo da inocência, onde a criançada se divertia sem medo na trajetória de nossos sertões queridos da velha Jerumenha.

Retratos de Floriano

Semana do Esporte Dentro do contexto romântico de nosso desporto, nada havia mais sagrado e competitivo do que aquelas evidentes comemorações do esporte em Floriano. Esse processo compartilhava e movimentava toda a comunidade estudantil como um todo à época. Tudo acontecia na cidade e todos se autovanglorizavam com os resultados disso tudo. Como bem observamos, na foto, o grande Rafael Ribeiro Gonçalves na linhade frente, organizando e orientando a rapaziada ao lado de Naila Bucar, que também prestava assistência ao desporto local. Os competidores, por sua vez, não se faziam de rogado. O grande São Benedito, como sempre, ganhava aquelas saudosas maratonas, competição que era bem acompanhada por toda a comuidade estudatil. Precisamos revitalizar essa hegemonia e desfraldar, novamente, todas as bandeiras da felicidade.

Dispersão Poética

O tempo passa, poeta; não tem jeito; mas eterniza esses traquejos; em teus sonhos e teus adejos.

Dispersão Poética

Essas tuas matas, poeta, são frutos; que a natureza generosamente brota em silencio; pelos teus sertões que te alucina, vagarosamente.

RETRATOS DE CARNAVAL

FOFÕES NA FOLIA Na Avenida Getúlio Vargas era um momento marcante, aguardado com alegria, as crianças principalmente amavam.   Maria da Conceição Nogueira - "Baia" (famosa costureira) esposa do "Professor VILMAR", lembrou dos momentos felizes e Histórico do bloco "Fofões na FOLIA".   - Baia, quem participou dos primeiros blocos de Fofões na avenida Getúlio Vargas?   - nosso inesquecível bloco Fofões na FOLIA, eram: Maricildes Costa, Adelzir Malheiros, Chica Pereira, Baia costureira e poucas pessoas sabem, no bloco tinha um homem.   - que novidade é essa Baia, tinha um homem?   - tinha.   - quem era?   - Carlos Pechincha   Caímos na gargalhada   Kiakaaaaa kiakaaaaa kiakaaaaa.   Bons tempos.   Colaboração: Cesar Sobrinho

Dispersão Poética

Ainda és, poeta, aquele velho pierrô; de todos os teus salões; e que tantos te abraçou; na intensidade pura de tuas doces ilusões.

Dispersão Poética

Travessias  (no prelo) Aguarda, poeta, o tempo silenciosamente; mas há gritos ecoando em teus adejos; sonhos insistentes na alquimia de teus desejos.

DISPERSÃO POETICA

Essas tuas matas, poeta, são buscas; mesmo que caudalosamente turvas; são teu alimento diário de tuas margaridas; de sonhos, angústias e sofrimentos.

Retratos de Jerumenha

Sentado à beira do Gurguéia

RETRATOS Aquelas manhãs nasciam convidativas, ali, pelos arredores do riacho do Urubu, mas antes havia o passeio pelo Barro Alto ( foto ), passando pelo Poço Frio. Os arvoredos e o canto do passaredo nos envolvia riachos abaixo. À beira do Gurguéia, ensaiávamos umas taínhas em suas águas turvas, vendos os tiús caindo da velha faveira da beirinha. O tempo ia passando, o riacho cheio, escondendo os escorrega bundas. De repente, escutamos os borás do Moreira nos procurando, nos chamando para o almoço por ordem de nossa querida Margarida. A fome era tamanha, mas ainda atacávamos os pés de muta, Maria preta e os ingás, para amenizar o bucho. O tempo passou, mas são pequenas recordações que nos fazem transportar ao mundo da inocência, onde a criançada se divertia sem medo na trajetória de nossos sertões queridos da velha Jerumenha.

Dispersão Poética

Há um silêncio, poeta, nessa curva temporal; nada é  virtual;  intensamente, ainda há  segredos e sonhos em tempo visceral.

Dispersão Poética

Esses corredores, poeta, ainda te povoa; na brisa doce do tempo; no silêncio soturno de teus incensos; carregados de sonhos e de tormentos.

Dispersão Poética

Riacho do Urubu Dispersão Poética Essas tuas águas, poeta, são bentas; pasto sagrado de tuas Margaridas; palco lírico de tua infância querida; que os anos, de sorte, te darão sempre guarida.

Crônicas e Travessias

Cuidado com o João Besta (?) João Besta O pequeno carnaubal aflorava naquela tardinha chuvosa na quinta de dona Maria Prisulina. O Pocinho, jorrando sua água cristalina pros meninos tomarem banho depois de uma pelada no campo da Galeria. As lavadeiras, com seus filhos pequenos, desatavam suas trouxas pra usar o melhor sabão da cidade, o Edubom. Ou era Edular? Era um corre corre de meninos exaltando suas traquinices numa gritadeira que se escutava a quilômetros de distância. Entre galhos de Marias Mole, adentrávamos, com baladeiras em punho,  nas moitas da quinta próximo à lagoa pra atirar nas rolinhas e lavadeiras que aninhavam-se ali. Foi quando percebi um João Besta se coçando no galho de uma goiabeira, talvez se preparando pra um novo acasalamento. Apontei a baladeira diretamente no passarinho com a melhor pedra de fogo que eu tinha na capanga. Na medida que aproximava mais o bichinho se aquietava. A cerca de um metro e meio, atirei e o João Besta (?) ...

Dispersão Poética

Essas veredas, poeta, são teu salvo conduto; tuas vinagreiras; doces lembranças, contudo; onde coaxa o passaredo de tuas ribeiras.