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JERUMENHA - SAUDADES



Resenha nº. II – “GUARDA O ANÉL BEM GUARDADINHO” Brincadeira no Patamar da Igreja.

*Pôr: Francisco Sobrinho Amorim de Araújo


Ainda nos anos sessenta, o palco desta resenha continua sendo o patamar da Igreja de Santo Antonio.

Período de férias antes de começar a noitada pra valer participava da reza do terço na Igreja e depois íamos jogar conversa fora no patamar. Ali, saía à programação da noite e para deixar o tempo correr tinha uma brincadeira muito boa, um pouco diferente do “meu lado direito está desocupado”, mas com o mesmo objetivo.

Esta brincadeira chamava-se de “Guarda o anel bem guardadinho”.

Constava do seguinte: pegava-se um anel, onde uma pessoa ia passando de mãos em mãos (o receptor ficava com as mãos juntas e fechadas), o passador colocava o anel nas palmas das mãos fechada e passava as suas mãos entre as mãos do receptor e dizia “guarde o anel bem guardadinho”.

Só entregava a quem ele/ela queria, mas tinha que passar as mãos nas mãos de todos os que estavam na brincadeira, sendo que depois de chegar ao final, ficava sentado e dizia: onde está o anel. Somente o entregador sabia mas não podia dizer, um a um era perguntado até acertar o nome de quem guardou o anel. Aquele ou aquela que estivesse com o anel levantava e ia passar o anel.

Ali estava o segredo, se você ganhasse o anel e entregasse para a mesma garota, duas ou três vezes seguidas, já era início de uma paquera. E assim o tempo ia passando, e quando chegavam à hora todos iam para o Bar do Chico, curtir uma tertúlia com cervejinha, ou tomar um Rum com Coca-Cola, no Bar do Luizinho, mas tarde Bar do João Luiz (gente boa). Tempo que não volta mais, mas é maravilhoso recordar.

* Chico Amorim Sobrinho para o Portal de Jerumenha.
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Identificação da Foto:
Foi clicada por Chico Amorim Sobrinho nos anos 60 do século XX em frente ao patamar da Igreja de Santo Antonio, no cruzeiro da Igreja, vendo ainda na parte de frente da foto, embaixo, a pedra, onde de acordo com informações dos mais velhos, encontra-se sepultados 02 padres jesuítas, que participaram da Construção da Igreja, ainda no século XIX. Podemos ver que era uma tarde de sol, no mês de Julho (Férias), e os boêmios e peladeiros estão aí pensativos preparando alguma programação para noite. Da esquerda para direita identifica-se: ALONSO, Zé Benedito, Raimundo José (velho maquimba), Francisco José Amorim (de óculos escuro), Biô e o nosso amigo Emídio ( filho de seu Zezinho e de dona Maria de Lourdes).

Comentários

Anônimo disse…
Janclerques, Está excelente a diagramação desta matéria. Como é bom divulgar os tempos passados para a juventude de hoje sentir que nos anos sessenta, apesar de muitas resistências políticas a juventude da época, sabia como aproveitar e passar o tempo. Tempos vividos, tempos idos, que não retornam mais, mas está sempre presente, na sua ótica de resgate.OK.
Anônimo disse…
Caro Janclerques,

Por meio do nego chico kagury, tomei conhecimento de sua coluna que exalta com fieldade, os belos tempos de Jerumenha.
Você talvez não me conheça. Mas lembro-me do danúzio na minha época de juventude em Jerumenha.
Hoje, sou Advogado, moro em Brasília, mas vou acompanhar a sua coluna diariamente.
Bem, a pedido do kangury, a foto acima (cruzeiro da Igreja), o último é o Emídio (coisa monstra). Talvez se me lembro, é seu primo. Irmão da Isaura e Mazé.
Portanto, continue retratando as lembranças de minha (nossa) eterna Jerumenha.
Um abraço e parabéns pela iniciativa. Me faz voltar à época em que vivia em Jerumenha (até 1974), mas sempre estou indo lá visitar minha família e matar a saudade..ok?
abraços,
Antonio de Pádua.
Anônimo disse…
padua,

certamente, que é o nosso primo Emidio, mas o senhor em pé à esquerda, trata-se de nosso tio - ALONSO. Gostava de tomar um cafezinho gostoso de manhã na casa de vovó Margarida.

Janclerques
Unknown disse…
Estou vendo essas postagens,e fiquem sabendo, também faço parte dessa família.Sou filha de Anisio Batista, irmão de tio Roberto.So que sai de Jerumenha ainda criança.

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