Pular para o conteúdo principal

GINASIO PRIMEIRO DE MAIO


Homenagem ao “GINÁSIO PRIMEIRO DE MAIO” em 1° de maio de 2011 pelo seu 54° ano de existência e serviço prestado à sociedade Florianense.


“A difundir um refulgente raio
Da luz bendita que se chama instrução
Nosso ginásio Primeiro de maio
Cumpre sereno a sagrada missão...”

Ginásio Primeiro de maio, você faz jus ao seu hino bem elaborado pelo saudoso Eleutério Rezende. Sempre cumpriu, dentro das suas possibilidades, a sagrada missão de ensinar.  Vejo você “ainda” ereto, robusto, meio cabisbaixo, porém sólido, vigilante e discreto. Observa tudo em silêncio. As coisas boas, como crianças que passeiam e brincam nas suas calçadas; as ruins, como a imprudência dos malfeitores, a guerra do trânsito, a falta de respeito daqueles que pincham suas paredes, o cenário diário que, às vezes, mesmo a contra gosto, segundo a segundo, testemunha os fatos. Nossa cumplicidade me comove, pois caminhamos juntos, por muito tempo e, quando te cumprimento me emociono, como se fosse a primeira vez quando adentrei em suas instalações. Você, velho amigo, me ensinou muito: como conhecer pessoas, escolher amigos, entender o sentido da vida e valorizar a disciplina, palavra pouco aplicada nos dias de hoje. Temos, praticamente, a mesma idade porque quando você apareceu para o mundo em 1° de maio de 1957, eu tinha apenas cinco dias de nascido. Seu semblante é sempre o mesmo: inerte nessa moldura cotidiana, no lugarzinho de sempre. Os traços da velhice já afloram em você, e poucos percebem a sua presença. Talvez por não conhecer a sua história ou simplesmente por ignorá-lo. É uma pena que hoje os valores sejam outros. Muitos não sabem que você foi peça fundamental para a formação e evolução dessa cidade formando pessoas que hoje exercem diversas profissões dentro da sociedade, inclusive professores.   Deixo aqui minha gratidão pelo que fez por mim: os primeiros ensinamentos, as oportunidades para discernir o bem do mal, deixou comigo lembranças de tudo que fui na época de estudante/adolescente, que jamais se apagarão. “Nasceu sobre a bandeira do trabalho na data magna do trabalhador” e dessa bandeira eu fiz o meu escudo, na batalha da vida em busca do conhecimento, minha formação profissional e espiritual. Hoje sou um cidadão, graças a você.

Floriano. 1 de maio de 2011


Evandro Cardoso Vieira, Engenheiro agrimensor/geomensor, Formado pela Universidade Federal do Piauí, Licenciado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Piauí, pós graduado em docência pela Universidade Federal do Piauí, e formando do curso de mestrado em Ciência da Educação pelo complexo Fórum- Universidade Lusófona de Lisboa PT, professor da rede estadual de ensino, membro da Albeartes  e diretor técnico/proprietário da empresa Topel Engenharia & Imóveis , onde presta serviços para todo País. Estudou nessa escola de 1968 a 1973.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CULTURA

  A literatura de cordel foi motivo de uma atividade de um grupo de estudantes de Floriano que terminou esta semana. O trabalho que durou alguns meses teve a coordenação da professora de língua portuguesa, Luciana Neiva, que está na função de coordenadora da Casa da Leitura, um pequeno centro criado no Instituto Federal do Piauí, Campus Floriano. Uma turma do Proeja (Programa Educacional de Jovens e Adultos) do curso integrado ao médio foi a responsável pelo feito e realizou o trabalho com o objetivo de desenvolver inúmeras competências e habilidades com jovens e adultos voltadas a como escrever e conhecer o gênero textual, chamado Cordel, disse a professora.   A atividade educacional teve ainda outro foco, disse ela, que foi estudar, ver com os alunos o gênero específico gramatical e ainda realizar pesquisas sobre os principais cordelistas do Brasil. Tudo o que foi desenvolvido pelos alunos com apoio dos professores acabou num momento descontraído com ap...

RETRATOS

Vultos jerumenhenses Por Pedro dos Anjos Coronel Vicente José da Fonseca Nasceu em Jerumenha - Piauí no dia 5 de abril de 1855, filho de Anacleto Jo sé da Fonseca e de Dona Francelina Carolina da Fonseca, moça do sul do Maranhão. Casado com Dona Estefânia, ,de Medeiros Soares da Fonseca, filha do Capitão Laurindo Soares da Silva, comerciante de Caxias-Maranhão e sua esposa, Dona Ana Joaquina de Medeiros Soares.  O coronel Vicente Fonseca é descente direto do casal, André Martins Gomes Ferreira(1813) e Cândida Josefina da Fonseca(1819) e Mamede Gomes Ferreira(1814) casado com Clementina Dina da Fonseca(1820) dois irmãos casados com 2(duas) irmãs.  Foram esses os dois casais que constituíram grande parte das famílias que hoje habitam o Piauí : família Fonseca, Gomes,, Martins Ferreira, Martins Gomes Ferreira, entrelaçando-se com Rocha, Carvalho, Bemvindo, Castro, Rebelo, Moreira, Nogueira, Paranaguá, Sampaio, Alencar, Linhares, Cruz, Batista, Alves, Dourado, Carreiro Var...

Retratos do nosso futebol

AMISTOSO EM JERUMENHA C HICOLÉ de Floriano ( grande craque e piolho de bola ) era quem dizia prá gente - “Vocês sabem muito bem como fui criado, o meu pai foi muito rígido na criação dos filhos; lá em casa, tinha dia, que quando ele estava zangado, o único amigo que entrava lá e conseguia sair comigo pra jogar era Nego Chico Kangury ( foto ). Mamãe gostava muito dele e o seu pai, seu Vicente Kangury era um dos amigos confidencial do meu pai, e o outro era o senhor Antonio Segundo, grande enfermeiro, que ajudava até a operar gente no Hospital. Pois bem, aconteceu de ter um jogo importante em Jerumenha.O papai em casa estava zangado, eu teria que ir escondido e voltar no mesmo dia. O Deoclecinho possuía uma caminhoneta e sempre era o encarregado de ir buscar-me e deixar em Floriano, quando acontecia este impedimento. Distancia de Jerumenha para Floriano, 10 léguas e meia ( 67 km ). O Jogo naquela época começava às três e meia da tarde, porque era para terminar ainda com a claridade do di...