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FESTEJOS DE SANTO ANTONIO

Vejam só o local dos festejos juninos de nossa terra, hoje, totalmente simpático, moderno, atraente unindo-se à harmonia da arquitetura antiga da cidade. Devia haver, entretanto, atividades permanentes, tipo: mostra de cinema móvel, esporte, corridas, maratonas ou alguma iniciativa para motivar a garotada local. Essa mansidão é boa, mas um campeonato de futebol de poeira e de salão resgata e integra a comunidade local. Precisamos construir um novo mapa para a nossa terra e refazer nossas andanças, recuperar nossa gente através de boas campanhas motivadoras. Seria um sonho distante? Foto: Agamenon Pedrosa

AVENIDA CENTRAL

Esta é a avenida central de Jerumenha, mais moderna, com novos arvoredos em sintonia com os casarões antigos. O Chico do Bar não mais existe, mas ainda há poesia no centro, a velha cadeia, carnaubeiras e o Colégio Benedito Fonseca (?), dando uma harmonia silenciosa, saudosa e nos deixando com vontade de voltar. Que saudades que eu tenho dos algodões doces, das novenas, dos bolos da dona Julia, do medo de Viturino ( com o seu facão embainhado do lado ), das injeções do Antonio Hermogenes e dos banhos no riacho do Urubu. Será que ainda voltarei ao banho do Bezerra, às passarinhadas e às brincadeiras do Poço Frio e do Barro Alto? Se viver, voltarei!? Foto: Agamenon Pedrosa

PRAÇA DOS FESTEJOS

Já não mais se vê o velho casarão do mercado central, as coisas foram mudando e, hoje, temos esta praça moderna, misturada com as casas antigas dos arredores do centro. É aí que vão acontecer os tradicionais festejos de Santo Antonio, onde a comunidade local se reúne para grandes ( re ) encontros. O clima agradabelíssimo, os arvoredos, a velha matriz e o povo de Jerumenha numa alegria só. São momentos que deverão ser eternizados para compor boas lembranças. Sejam bem vindos, companheiros! Foto: Agamenon Pedrosa

BEM VINDO A JERUMENHA

Aí está a entrada da nossa bela cidade de Jerumenha, numa conotação surpreendente do fotógrafo Agamenon Pedrosa de Floriano. A estátua de Santo Antonio saudando e dando as boas vindas aos nossos visitantes. Sabemos que agora em junho vai acontecer os nossos tradicionais folguedos. O reencontro da família jerumenhense que mora fora será de suma importância para alegrar essa grande festa. Prestigie, portanto, esse grande evento. Participe, invente, faça alguma coisa diferente, certo? Foto: Agamenon Pedrosa

FESTEJOS DE SANTO ANTONIO

Estamos nos aproximando dos tradicionais festejos de Santo Antonio de nossa querida - JERUMENHA, onde reunir-se-ão velhos amigos para seu reencontro de costume. Esperamos, que nesse período, a comunidade cultural local inove e possa desenvolver atividades sócio - recreativas, culturais e esportivas. Seria uma tentativa de resgatar antigos valores culturais, como conta Chico Amorim em suas crônicas. Que tal, por exemplo, uma partida de futebol reunindo a velha guarda? Uma partida de futebol de poeira com as mulheres? Corrida de jegues, maratonas entre adultos, jovens e crianças? Seria de suma importância se adotássemos esses festejos para abrilhantar ainda mais a festa junina. Vamos, então, sugerir e, efetivamente, participar. Vale a pena. Foto: Agamenon Pedrosa

JERUMENHA - SAUDADES

Resenha nº. II – “GUARDA O ANÉL BEM GUARDADINHO” Brincadeira no Patamar da Igreja. *Pôr: Francisco Sobrinho Amorim de Araújo Ainda nos anos sessenta, o palco desta resenha continua sendo o patamar da Igreja de Santo Antonio. Período de férias antes de começar a noitada pra valer participava da reza do terço na Igreja e depois íamos jogar conversa fora no patamar. Ali, saía à programação da noite e para deixar o tempo correr tinha uma brincadeira muito boa, um pouco diferente do “meu lado direito está desocupado”, mas com o mesmo objetivo. Esta brincadeira chamava-se de “Guarda o anel bem guardadinho”. Constava do seguinte: pegava-se um anel, onde uma pessoa ia passando de mãos em mãos (o receptor ficava com as mãos juntas e fechadas), o passador colocava o anel nas palmas das mãos fechada e passava as suas mãos entre as mãos do receptor e dizia “guarde o anel bem guardadinho”. Só entregava a quem ele/ela queria, mas tinha que passar as mãos nas mãos de todos os que estavam na brincadei...

RETRATOS

Esse time aí são os netos do Roberto Corró e é dos tempos em que não havia televisão em Floriano no ano de 1964. A família dos Melo, na expressão do nosso amigo Leuter Epaminondas, retrata seus queridos pimpolhos no caramanchão dos engraxates. Aí estão reunidos o Tibério ( hoje no Rio ), Danúnzio ( in memorian ), Ubaldo ( piolho de bola ), Lenka ( contadora ), Janclerques ( poeta ), Eulálio ( formação em turismo ), Uiara ( morando hoje em Brasília ), Merilan nos braços de dona Lourdes e seu Melo da antiga Casa Inglesa. Retratos que nos trazem boas lembranças de um tempo em que a vida era vivida intensamente.

DE VOLTA PARA A SAUDADE

JERUMENHA TERRA QUERIDA: SAUDADES II Colaboração: Francisco Sobrinho Amorim de Araújo As saudades continuam apertando e tudo vem à tona: sinto saudades dos amigos e das amigas, que fizeram histórias nos “Anos Dourados da Década de Sessenta”!. Mazé, Dinair, Isaura, Edith Rocha (in memorian), Didona, Amélia Maria, Edna, Isabel Fonseca (in memorian), Eunice Ferraz, Maria do Carmo, Maria Luiza, Analina, Pedrina, Maria Emilia, Milda, Graça Pitombeira, Maria Auxiliadora e muitas outras que o nome no momento não vem à tona mas que continuam bem vivas as imagens na minha mente. A juventude daquela época era sadia da mente, de amizades, de respeito e sinceridade. Hoje as coisas estão ficando cada vez mais difícil mas deixa, estamos recordando e quando isto acontece aumenta o viver com o alivio no nosso coração. Saudades, das pescarias no Rio Gurguéia, dos banhos no poço frio, no riacho do urubu, no pé de manga, este banho, na época poucas pessoas o conhecia e sua descoberta pela nossa turma foi...

A ARTE DE SERVIR

Danúnzio, neto de dona Margarida Batista, ex – centroavante do Flamengo de Tiberinho de Floriano nos anos sessenta ( na foto é o terceiro agachado em 1964, no campo dos artistas, quando jogava pelo São Paulo de Carlos Sá ), gostava de brincar, assim como todos nós na bela infância. Gostava de curtir suas férias na bela Jerumenha na casa de seus avós. Deixa que o nosso tio Benedito não gostava de travessuras dos meninos e se danava quando estava jogando baralho se algum traquina chegasse fazendo zoada. Era um Deus nos acuda. - Vão brincar pra lá, trancas! – gritava tio Benedito. O negócio é que, certo dia, houvera um incêndio no fundo do quintal da casa de tio Benedito. A essa altura, Danúnzio, feito doido, saiu em desabalada carreira para avisar o pessoal. - Chega, tá pegando fogo no quintal! – gritara Danúnzio, tentando chamar a atenção de todos que ali jogavam o seu três setes. Quando estes perceberam de que se tratava, realmente, de uma fogueira, correram todos para apagar as chamas...

RETRATOS

Vovó Margarida, se estivesse viva, estaria hoje com noventa e nove anos. Na foto ao lado, com a sua família, netos e bisnetos. Momentos que nos trazem belas recordações de um tempo bom, de muitas alegrias e felicidades, onde as coisas eram bem mais simples de se viver. Hoje, temos que acompanhar essa terrível globalização, muita competição e desrespeito pelo ser humano. A poesia, agoram é outra. O consumo está tomando de conta das pessoas. Não sabemos se ainda há tempo de recuperar o tempo perdido.

JERUMENHA, MEU AMOR!

Anos 60, época dourada de uma juventude do interior que não via televisão, só ouvia rádio e você contava as pessoas que o possuíam, sendo que o proprietário de um tinha que colocá-lo na sala e deixar o povo entrar para ouvir o Jornal a ”Voz do Brasil” ou ouvir a rádio globo com Waldir Amaral transmitindo um Fla x Flu diretamente do maracanã, era uma festa. Luz elétrica, era através de um motor gerador, que consumia muito óleo e tinha hora para apagar. Mas tudo era muito legal; pois bem, voltemos aos patamares da Igreja. Ali, durante a semana, à noite, após o terço, nos encontrávamos para bate-papos e terminávamos realizando uma brincadeira muito engraçada que provocava uns aos outros ( homem e mulher ), que dificilmente não terminava em um namoro ou paquera. Claro, todos que ali se encontravam estavam de olho em alguém, sentávamos no patamar e enfileirados homens e mulheres ( casais ), sendo que a primeira pessoa deixava o seu lado direito desocupado e dizia em voz alta: “Atenção: o me...

RETRATOS II

Era por volta do ano de 1957, quando um grupo de jovens jerumenhenses e florianenses reuniram-se num passeio matinal para uma sessão fotográfica pelos arredores da cidade. E, dentro desse momento agradável e romântico, o nosso querido irmão Tibério José de Melo, hoje morando na cidade maravilhosa, entrou em cena para retratar essa idéia. O local aí é na beira do velho rio Gurguéia próximo ao riacho do Urubu. Na verdade, foram momentos divertidos e contemplativos, onde tudo era festa. O encontro desses jovens, à época, rendia até casamentos. Mas a diversão falava mais alto. Presença estonteante de Zé Albérico, Toínho, Dorinha, Conceição, Francinete, Alda, Maria de Lourdes, Fernando, Maysa, Gardênia, Doralice, Docarmo e outros. Uma turma boa de encantar-se e para ganhar o dia! Viva a nossa dor na canela!

RETRATOS

Há momentos na vida da gente que precisamos conter a emoção. O tempo passa rápido e, muitas vezes, percebemos que a felicidade existiu entre nós. Vejam que belo momento extraído do período romântico dos anos cinqüenta. Dona Lourdes mostrando-se inquieta mas feliz com os seus dois marmanjos – Tibério e Danúnzio na praça doutor Sebastião Martins em Floriano. Vovó Margarida tinha trabalho dobrado, quando essa gurizada chegava em Jerumenha. Vovô Roberto Corró também tinha que participar. Lembro de quando íamos a São Camilo a cavalo, atravessávamos o velho Gurguéia e seguia em frente com o comando de vovô. Como estarão esses sertões, hoje!

JERUMENHA, TERRA QUERIDA

JERUMENHA, TERRA QUERIDA - SAUDADES ( Na foto ao lado, o nosso amigo Chico Amorim Sobrinho passeando sobre a Ponte do Rio Gurguéia em Jerumenha em fasefinal de construção nos anos sessenta) JERUMENHA, terra onde vivi boa parte da minha infância e da minha adolescência. Hoje, ao ver fotos no portal na internet do teu solo e da tua gente, fizeram com que desse uma pausa em minhas atividades para recordar-te, vejamos: Barro Alto: com bueiro, sem bueiro, com piçarra, com asfalto; Riacho do Urubu, com seus lajedos; Estradinha entre as marias-moles, dos casarões de seu João da Cruz e de seu Roberto Corró; fotos do Janclerques e do Moreira; Igreja de Santo Antonio com seus patamares. Isto tudo me fez viajar ao passado através da mente, buscando e revivendo muitas coisas boas e a saudade apertando, apertando e não a suportei, aqui estou diante do computador para externar aquilo que sinto no momento: “Oh!, Saudades, que aperta o coração da gente; Saudades distante que faz doer o íntimo da gente...

RIACHO DO URUBU II

Outra bela tomada do famoso riacho do Urubu no rumo da represa do velho rio Gurguéia. O silêncio dali exaltava mistérios. A poesia e a natureza tomando de conta de nossa inspiração. As nossas férias daquele período foram salvas. Brincamos, documentamos e estamos, agora, matando a saudade. O sertão pode, até, virar mar, mas estão aí momentos de grande nostalgia. Quando escutávamos o grito de Moreira, era a vovó Margarida nos chamando para o almoço. Antes tínhamos que nos “se assear”. A sobremesa era uma saborosa melancia ou uma garapa de cajá. Tempos bons, aqueles!

RIACHO DO URUBU

Imagem extraída de nossa inspiração do velho Riacho do urubu. Era aí que costumávamos tomar banho nos escorrega-bundas, banhando na chuva e sentindo os coaxares do mato. Somos filhos desse sertão maravilhoso que ouvimos e que deixamos marcas e lembranças. O serenar do dia fazíamos tocar os borás e os tambores já começavam a ecoar sertão a dentro. Ouvia-se os latidos dos cachorros doidos e os chocalhos das rezes na volta para os currais. A noite vem sorrateira. O sono profundo vem rápido e os sonhos se completam nas perispércias de nossas fantasias.

BARRO ALTO

Vejam só esta bela tomada do famoso Barro Alto. Observamos o velho bueiro que corta o riacho, próximo ao Poço Frio. Essa paisagem épica nos transporta às auroras de antigamente, quando perambilávamos por ali aproveitando a vida adoidados. As passarinhadas, o banho do Bezerra, o medo de cachorro doido, as boiadas e as passaradas. A quitanda de vovô Roberto era bem sortida e movimentada. Os vaqueiros e alguns diaristas como de costume pediam seus dois dedos de pinga para abrir o apetite. Hoje, esses momentos ficaram em nossas lembranças, para amenizar o nosso sofrimento de tanta saudade.

BUEIRO

Esse matagal aí ao lado são pés de bonitas marias-moles que cobriam o bueiro velho do canto do quintal da casa de vovó Margarida. Havia, por ali, um estreito caminho que dava acesso ao riacho do urubu e ao rio Gurguéia e onde costumávamos fazer nossas traquinagens. Observamos à esquerda a central na subida do Barro Alto e, ainda, a casa de palha do senhor João da Cruz e a esquina da antiga quitanda de vovô Roberto. São registros que foram feitos ainda antes das enchentes que dizimaram esse velho casarão. Momentos que nos vêm à lembrança por causa da saudade.

NOVA GERAÇAO

Antigamente, a meninada sabia matar uma bola no peito, descer o rio, tirar uma facada, subir em árvores, pular um muro, bater uma bolinha; as meninas brincavam de queimado, macacão e pedrinhas. Hoje, tá tudo diferente. A nova geração é a do shopping e a dos games. De qualquer forma, eles estão evoluindo, exaltando uma nova filosofia de vida. É o caso das duas feras aí. Samuel e melo Júnior, bisnetos dos Corrós, mostrando sua moral e categoria. É preciso, no entanto, acreditar nessa moçada. Eles precisam de uma chance. Revolucionar!!

CASARAO

O tempo passou e, hoje, constatamos uma nova realidade. Observamos, nesta interessante tomada, o famoso barro alto em nossa querida Jeruemenha, totalmente asfaltado. É o chamado progresso, o futuro que veio nos tirar a poesia. O casarão aí, hoje, era a antiga residência de minha avó Margarida Batista, citada anteriormente. Infelizmente os tempos passaram-se sorrateiramente a nos envolver com festas e consumo. Não temos mais os campos, as auroras de antigamente; por isso, precisamos resgatar os bons tempos. Saudades!